Quando você lê a palavra “comum”, o
que você pensa? Sinônimos frequentes incluem inexpressivo, típico,
normal e ordinário. Assim que você juntar esses sinônimos a um
substantivo, você chegará a conclusões: Meu dia foi típico. O filme foi
inexpressivo. O show foi regular. Quando pensamos sobre o ministério
pastoral, somos tentados a fazer a mesma coisa: Meu pastor é
inexpressivo; bem regular, na verdade; nada de especial; ele não fala em
conferências e ainda não escreveu nenhum livro. Ele é apenas... comum.
Aqui está a realidade: um pastor comum
provavelmente não será estimado em uma sociedade que mede o sucesso em
termos de tamanho da igreja, vendas de livros e influência nas mídias
sociais. No entanto, a percepção bíblica do sucesso está ligada à
fidelidade do pastor. Em outras palavras, um pastor fiel nunca é menos
que um pastor comum.
Eles são peregrinos
Pastores fiéis nunca são menos do que
cristãos fiéis. O apóstolo Paulo foi um exemplo disso ao exortar os
coríntios: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo”
(1Coríntios 11.1). Pedro escreve que os pastores devem ser modelos para o
rebanho (1Pedro 5.3). Mas um exemplo de quê? Sendo conquistado pela
mensagem transcendente do evangelho e pela imanência da experiência do
reino, o pastor percebe que é um peregrino passando por esta terra em
seu caminho para a Cidade Celestial. Ele persistentemente recalibra seu
coração, mente e vida para a realidade de sua união com Cristo
(Colossenses 3.1-4). Ele contempla a glória de Cristo, levando à
mortificação da carne e vivificação do espírito (Colossenses 3.5-17).
Ele se esforça em santificação, enquanto leva o rebanho a fazer o mesmo.
Eles são missionários
Paulo lembra Timóteo de fazer “o
trabalho de um evangelista” (2Timóteo 4.5). Parte deste trabalho é,
obviamente, a abordagem intencional de incrédulos com o evangelho. Mas o
pastor também deve equipar a congregação para pensar e agir como
missionários. Afinal, a Grande Comissão é um comando para que os
seguidores de Jesus reorientem suas vidas em torno de fazer discípulos
de todas as nações (Mateus 28.19-21). Os pastores podem fazer o trabalho
de um evangelista treinando a congregação para que fielmente,
zelosamente e atrativamente anunciem Cristo para as nações e para seus
vizinhos. O trabalho pastoral comum inclui ajudar as pessoas a ver a
importância, o privilégio e a prioridade de viver como um missionário.
Eles priorizam a igreja local
Pedro lembra especificamente seus
ouvintes de que eles devem se preocupar com o rebanho para o qual Deus
os chamou (1Pedro 5.2). O primeiro chamado do pastor é sua igreja local.
Como resultado, o pastor lembra que, ainda que escrever e palestrar
certamente sirvam à igreja mais ampla, essas coisas nunca vão ofuscar a
substância e a esfera da sua vocação para sua igreja local.
Eles conhecem as ovelhas
Jesus, o modelo e motivação para todos
os pastores, nos lembra que ele conhece suas ovelhas e suas ovelhas o
conhecem (João 10.14). Ao considerarem as responsabilidades de seu
chamado ministerial, o pastor deve lembrar que as ovelhas estão bem no
centro delas. Ele deve conhecer suas virtudes e fraquezas. Afinal, ele
prestará contas por esse rebanho (Hebreus 13.17). O pastor comum sabe
que ele está lá para mais do que apenas ocupar o púlpito da igreja. Ele
está lá para cuidar das ovelhas.
Eles amam as ovelhas
O cristianismo comum consiste em amar
uns aos outros (João 13.34-35); certamente, um pastor comum faz o mesmo.
Oramos pelas ovelhas com frequência, aconselhamos quando estão se
desviando, incentivamos quando estão fracas, visitamos quando estão
doentes, choramos com elas quando estão sofrendo e nos alegramos com
elas quando estão felizes. Alegremente, voluntariamente e
sacrificialmente servimos o rebanho com vistas à sua santidade. É isso
que significa seguir o modelo do amor de Cristo (Marcos 10.45; Hebreus
12.1-2; 1João 3.16). Afinal, Jesus nos amou quando não éramos
agradáveis; portanto, respondemos alegremente amando aos outros.
Eles alimentam e guardam as ovelhas
Quando Jesus restaurou Pedro, ele o
encarregou de ser modelo para o pastoreio comum. Parte disso foi o
chamado de Pedro para alimentar e guardar as ovelhas (João 21.15-17).
Pastores fazem isso ao pregar fielmente a Bíblia, semana após semana, e
estabelecer uma cultura de discipulado e treinamento. Assim, o
ministério do pastor mostra um grande amor por Cristo e suas ovelhas
tratando fielmente do crescimento e cuidado do rebanho. O cajado do
pastor tem duas extremidades. Com uma, ele as reúne e alimenta, e com a
outra, ele as protege dos lobos. Esse é o trabalho comum do pastor.
Quando os pastores levantam a cabeça da
rotina diária e veem outros homens falando em conferências, escrevendo
livros e dando entrevistas, eles podem ficar desanimados. No entanto, o
pastor precisa lembrar que, ao passo que escrever, falar e outras
atividades feitas fora do âmbito da sua igreja local podem certamente
servir o povo de Deus, estas coisas nunca irão eclipsar a substância e a
esfera da sua vocação para sua igreja local. Ele deve persistir em seu
trabalho comum. Ele faz isso cuidando de seu próprio coração, fazendo o
trabalho de um missionário, e apascentando o rebanho. Através deste
trabalho comum, ele cumpre sua vocação extraordinária.
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