Postagem em destaque

Divórcio e Novo Casamento - John Piper

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Exercício, dieta e vaidade — estou glorificando a Deus ou a mim mesmo?


Você se preocupa que sua busca por boa forma física esteja alimentando seu orgulho em vez de honrar a Deus? Hoje, no programa John Piper Responde, o pastor John nos apresentará três métricas para desvendar nossas motivações em relação à imagem corporal e garantir que nosso exercício exista para que não nós, mas Jesus, pareça forte em nossas vidas. O assunto veio de uma pergunta na caixa de entrada de uma ouvinte chamada Avery, que mora em Austin, Texas. Ela escreveu:

“Prezado Pastor John, ultimamente tenho me sentido em conflito. Dedico muito tempo aos exercícios físicos e à preparação de refeições, indo à academia cinco dias por semana. Sigo vários influenciadores no Instagram em busca de motivação. Superficialmente, parece que estou apenas cuidando do corpo que Deus me deu, e sei que disciplina é algo bom. Mas, para ser sincera, às vezes começo a me sentir um pouco vazia. Me preocupo que o que começou como um hábito saudável esteja alimentando meu orgulho, e que meu desejo de ser saudável esteja misturado com a intensa pressão do mundo em estar no padrão de beleza deste tempo. Quero realmente honrar a Deus nisso, mas é difícil separar minhas motivações. Como posso saber quando minha busca por boa forma física deixa de ser uma boa mordomia e se transforma em uma busca pecaminosa por autoglorificação? Onde essa linha divisória é encontrada na Bíblia?”

Da mordomia à autoglorificação

Vou resumir minha resposta em uma frase e depois tentarei explicar suas implicações. A disciplina da busca pelo condicionamento físico se torna uma glorificação pecaminosa quando deixa de ser buscada como um meio de (1) vencer nossos próprios pecados, (2) servir aos outros e (3) glorificar a Cristo.

Agora, este é um problema enorme tanto para homens quanto para mulheres em nossa cultura, porque hora após hora, todos os dias — por meio da publicidade e de outras mídias — somos constantemente levados a crer que, para sermos bem-sucedidos e felizes, nossos corpos precisam ter uma determinada aparência. Então, seja falando sobre a maneira como nos vestimos, como arrumamos o cabelo ou como nos exercitamos para estar em forma, o cristão precisa ter clareza sobre a maneira como Jesus nos chama a fazer isso, o que nos diferencia do mundo — e eu acredito que Ele faz.

O que estou sugerindo é que existem três maneiras de avaliar se nossa busca por boa forma física é pecaminosa ou não. Essas três maneiras são as seguintes:

Será que essa busca é um desejo genuíno de vencer o pecado em minha própria vida?

Será que essa busca pelo condicionamento físico é um desejo genuíno de se tornar mais útil a serviço do bem comum, tanto temporal quanto eterno?

Será que minha busca por boa forma física expressa um desejo genuíno de demonstrar que Cristo é mais valioso para mim do que minha aparência, minha saúde ou minha reputação de pessoa disciplinada?

Então, vamos analisá-los um de cada vez.


1. Você se exercita para vencer o pecado?

Será que seus treinos na academia são uma estratégia para vencer o pecado em sua vida? Eu acredito que sim. Paulo disse que castigava o próprio corpo para mantê-lo em sujeição, porque sabia que havia tentações poderosas da carne que podiam minar seu ministério (1 Coríntios 9.27). A preguiça é uma delas.

No livro de Provérbios, somos repetidamente advertidos contra a preguiça. Provérbios 20.4: “O preguiçoso não lavra por causa do inverno, pelo que, na sega, procura e nada encontra.” Provérbios 21.25: “O preguiçoso morre desejando, porque as suas mãos recusam trabalhar.” Portanto, é bom exercitar-se, alimentar-se e dormir de forma saudável para subjugar os impulsos escravizantes do corpo, incluindo a preguiça. Paulo disse em 1 Coríntios 6.12: “Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas .” Isso inclui tanto coisas boas quanto ruins. É bom exercitar-se para vencer o pecado da preguiça e o amor ao conforto.

Ora, assim que digo isso, todo santo biblicamente maduro percebe que Jesus também advertiu contra se vangloriar desse tipo de autodisciplina. Ele advertiu contra amar a reputação de ser uma pessoa disciplinada:

Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando jejuares… (Mateus 6.16-17)

Aqui, jejum significa qualquer tipo de autonegação, como jejuar de televisão — e aí, “Você não tem televisão, John Piper; uau, você está tão orgulhoso disso, blá, blá, blá” — ou jejuar da facilidade, para treinar até a exaustão, ou jejuar de comida, ou qualquer outra coisa. Jejum aqui representa qualquer tipo de autodisciplina.

…quando jejuares, unge a tua cabeça e lava o teu rosto, para que o teu jejum não seja visto pelos outros, mas apenas por teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. ( Mateus 6.17-18 )

Então, sim, sem dúvida, sejamos disciplinados e abnegados na busca por vencer o pecado em nossas próprias vidas — e estejamos sempre alertas à natureza enganosa do pecado, que nos leva a nos vangloriarmos dos próprios triunfos sobre ele, transformando assim o triunfo sobre o pecado em derrota por outro pecado. É assim que somos enganosos em nossos próprios corações. O que nos leva agora à segunda maneira de avaliarmos se nossa busca pela perfeição é pecaminosa.


2. Você se exercita para servir aos outros?

Será que nossa busca pelo condicionamento físico se deve a um desejo genuíno de nos tornarmos mais úteis no serviço ao bem comum, tanto temporal quanto eterno? Você busca estar em forma para ser fiel? Busca ser saudável para ser prestativo? Sua preocupação com a aparência é uma forma de amar melhor as pessoas ao seu redor?

Quando os discípulos discutiram sobre quem era o maior, Jesus disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, deverá ser o último e servo de todos” (Marcos 9.35). Em outras palavras, em vez de espelhos na academia, deveria haver grandes placas na parede com os dizeres: “Quem quiser ser grande deverá ser servo de todos”. Então, você quer ser forte, quer estar em forma, quer ser musculoso — você vai usar isso para ser um servo mais fiel das pessoas, ou está apenas querendo ser visto pelos outros? Se estiver, essa é uma atitude condenável e você está em grandes apuros. Isso é o que Jesus diria — e ele disse.


3. Você se exercita para honrar a Cristo?

A busca pelo condicionamento físico é um desejo genuíno de demonstrar que Cristo é mais valioso para você do que sua aparência, sua saúde ou sua reputação de ser disciplinado? Você busca fazer com que Cristo brilhe, ou apenas a si mesmo?

Eis o que Paulo disse em Efésios 6.10: “Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e na força do seu poder”. Em outras palavras, a verdadeira força reside em buscarmos a força de Cristo — não a força em nós mesmos, mas a força no Senhor. Nosso objetivo na academia é sermos fortes de uma maneira que faça Jesus parecer forte. Precisamos descobrir isso, ou seremos idólatras, seremos vaidosos. Veja como Pedro expressou isso em 1 Pedro 1.24-25:

Toda a carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva. Seca-se a erva, e cai a flor, mas a palavra do Senhor permanece para sempre.

Na academia, a glória que as pessoas estão buscando é como a relva: ela murcha, ela cai — acredite em mim. Eu corro regularmente desde os 22 anos. Isso não é uma fonte da juventude, pessoal. Você vai ficar flácido; vai ficar enrugado; vai ficar manchado; vai ficar com a pele ressecada. Você não vai ser “bonito” nem “descolado”. E, se você investiu a sua vida nisso, ah… você vai parecer digno de pena — como tanta gente mais velha que vive tentando sustentar uma aparência jovem a qualquer custo, exibindo um “bronzeado” forçado e uma pele caída e enrugada. É simplesmente ridículo.

Então, podemos concluir com esta palavra: “Exercitem-se fielmente”. Ou seja, façam seus treinos na academia, ou de corrida, ou qualquer outro esporte, para vencer o pecado em sua própria vida, para se tornarem mais úteis no serviço ao bem temporal e eterno dos outros e, sim, vocês podem, para mostrar que Cristo é mais valioso, mais precioso para vocês do que sua aparência, sua saúde ou sua reputação de serem disciplinados.

Conheça os livros de John Piper pela Editora Fiel ...

 https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/02/exercicio-dieta-e-vaidade-estou-glorificando-a-deus-ou-a-mim-mesmo/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_term=Wed+25+Feb+2026&utm_campaign=O+culto+e+a+adora%C3%A7%C3%A3o+na+Hist%C3%B3ria+da+Reden%C3%A7%C3%A3o



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

UMA GRANDE ESPERANÇA - Tim Keller - O natal escondido

 



A afirmação de que Jesus também é Deus nos dá a maior esperança possível. Isso significa que nosso mundo não é tudo que existe, que há vida e amor após a morte e que o mal e o sofrimento um dia acabarão. E quer dizer não só esperança para o mundo, apesar de todos os seus problemas intermináveis, mas esperança para você e eu, apesar de todos os nossos fracassos intermináveis.  Um Deus que fosse apenas santo não desceria até nós em Jesus Cristo. Exigiria apenas que nos controlássemos, que fôssemos moralmente corretos e santos o suficiente para merecer um relacionamento com ele. A divindade que fosse um “Deus de amor que aceita tudo” tampouco necessitaria vir à terra. Esse Deus da imaginação
moderna não só ignoraria o pecado e o mal como nos receberia. Nem o Deus do
moralismo nem o Deus do relativismo teriam se dado ao trabalho do Natal.
O Deus bíblico, contudo, é infinito em santidade. Por isso nosso pecado não
podia ser descartado como algo sem importância. Era necessário tratar o
problema. Ele também é infinitamente amoroso. Sabe que jamais
conseguiríamos subir até ele, por isso desceu até nós. Deus tinha de vir ele
mesmo e fazer o que nós não podíamos. Ele não envia ninguém; não manda o
relatório de uma comissão ou de um pregador para lhe dizer como se salvar. Ele vem pessoalmente nos buscar.
Natal, portanto, significa que para você e para mim há toda a esperança do mundo.

Tim Keller (O natal escondido)

“Malakoí” e o debate Felipe Neto x Marcos Feliciano (Homossexualismo)

 image from google

Recentemente o empresário Felipe Neto e o Pastor/Deputado Marco Feliciano debateram sobre algumas questões de extrema relevância para a atualidade. O primeiro assunto debatido foi sobre o homossexualismo, que nas palavras de Felipe Neto, “é o assunto em pauta do século”.


Felipe Neto corretamente aponta a falta de uniformidade teológica no meio evangélico brasileiro, bem como a seletividade na aplicação de textos bíblicos por parte dos cristãos, demonstrando de forma eficaz contradições internas na teologia do Pr. Feliciano (p. ex. a questão das mulheres como pastoras).

No debate, foi aludido a 1Co. 6.9 como um texto que demonstra que relações do mesmo sexo são tratadas como pecado na Bíblia, ao que Felipe Neto, citando a palavra grega (e não hebraica!) “malakoí” (traduzida em algumas versões como “efeminados”) diz que o termo significa “devasso”, não se referindo explicitamente ao homossexualismo.

O propósito deste texto não é defender nenhum dos dois debatedores em questão, mas sim demonstrar que “malakoí” (em 1Co. 6.9) claramente se refere a prática homossexual. 

Malakoi” em 1Coríntios 6.9-10
Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus

No capítulo 6 dessa carta, Paulo critica o litígio no meio da igreja de Corinto. Nos versos em questão (9-10) Paulo fala sobre aqueles que não herdarão o reino de Deus (dentro da escatologia inaugurada de Paulo, reino de Deus nesse texto em específico se refere ao futuro e consumado reino vindouro de Deus). Paulo já havia feito um “catálogo” negativo com 6 elementos em 1Co. 5.9-11 (impuro, avarento, idólatra, maldizente, beberrão, roubador) adicionando agora mais 4, totalizando 10 (adúlteros, homossexuais passivos e ativos e ladrões).


Os termos devassos (impuros), idólatras, adúlteros, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores são claros e não precisam de um comentário aqui. O problema está nas duas palavras traduzidas tradicionalmente como “efeminados” (μαλακοὶ) e “sodomitas” (ἀρσενοκοῖται).

Μαλακός fora de um contexto sexual significa “leve” e é traduzido como “brando” (γλῶσσα δὲ μαλακὴ συντρίβει ὀστᾶ, Prov. 25.15 LXX), e também como “fino” (roupas finas em Mt. 11.8).

Na literatura helenística do período romano pode significar efeminado quando se referindo a homem (Dio Chrysostom, 49 [66]; Diogenes Laertius, 7: 173).

Em 1Co. 6.9, sua relação sintagmática com ἀρσενοκοῖται influencia sua extensão semântica. Este último é a forma mais antiga desse adjetivo composto, não tendo uma pré-história lexicográfica. Entretanto, os estudiosos estão em acordo que seus componentes significam “dormir com” ou “ter relações sexuais com” (κοῖτης) “homens” (ἄρσην – macho [substantivo]; ἀρσενικός – macho [adjetivo]). Ambos os termos receberam um intenso escrutínio lexicográfico, mas infelizmente nosso espaço aqui não nos permite tal mapeamento. 

Em geral, há um amplo consenso que  μαλακοί em 1Co. 6.9 significa “um parceiro passivo em uma relação homossexual entre homens”. Devemos considerar esses dois termos em relação um com o outro para não entrarmos num ambiente especulativo. Esses dois termos se referem ao relacionamento homossexual entre um parceiro mais passivo (μαλακοί) e um mais ativo (ἀρσενοκοῖται), sem fazer referência específica à pederastia (conforme Scroggs) nem a prostituição (conforme Boswell). Mesmo esses dois estudiosos acima que defendem traduções diferentes, concordam que ἀρσενοκοῖται significa “deitar na cama com outro homem”, expressão que ocorre em Levítico 18.22:
Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação”.

Scroggs afirma que “o hebraico é traduzido fielmente”, e que também “partes desse composto grego aparecem na versão Septuaginta das leis em Levíticos” e na discussão legal rabínica “deitar com um homem (mishkav zakur) é o termo mais usado para descrever a homossexualidade entre homens” (Scroggs, The New Testament and Homosexuality, 107, n. 10.).


Entretanto, como corretamente pontua Anthony Thiselton em seu magistral comentário de 1Coríntios, a questão não é se podemos traçar um link entre Lv. 18.22 e 1Co. 6.9, mas se a visão de Paulo sobre o Antigo Testamento se origina totalmente através de lentes de recontextualização judaico-helenística em termos de uma sociedade greco-romana, ou se ele interpreta o AT como Escritura cristã oferecendo paradigmas diretos para o estilo de vida e para a ética do povo de Deus como uma identidade corporativa (Thiselton, 2000; p.450; esta última opção é a mais coerente).

Outro ponto que ajuda a lançar luz sobre o texto, é a cuidadosa análise estrutural de 1Co. 6.9-20 feita por Kenneth Bailey. Ele argumenta que 6.9-20 constitui uma cuidadosa construção de 5 parágrafos em que (a) os 5 pecados sexuais listados se referem aos caps. 5 e 6.12-20 e (b) os outros 5 se referem a questões como comida e bebida (cf. 1Co. 11.17-34). A condenação de um tipo de pecado não tem prioridade sobre os outros. Todos dizem respeito ao corpo. Ainda sim, cada subcategoria dentro desses dois grupos possui sua importância (Bailey, “Paul’s Theological Foundation,” 27-29). Bailey argumenta que todas as falhas sexuais estão relacionadas à idolatria. Nas quatro que são expressas com ações, duas são direcionadas aos heterossexuais (adultério (para os casados) e relacionamentos ilícitos (para os solteiros?)), e duas para os homossexuais (um aplicando à função passiva e outro à ativa). Não podemos ter certeza da precisão dos argumentos de Bailey, mas certamente eles acrescentam um impressionante peso cumulativo aos demais argumentos que demonstram que o homossexualismo é visto explicitamente como pecado em 1Co. 6.9.

Algumas conclusões reflexivas sobre 1Co. 6 e o homossexualismo

1. Em um catálogo com dez disposições que alcançam ações habituais no domínio público, apenas duas se referem a relacionamentos do mesmo sexo, e esses não recebem nenhuma ênfase adicional em relação aos outros oito (Thiselton). Considerações são feitas sobre desejos ilícitos heterossexuais e de aumento de poder e posses da mesma forma que são feitas sobre os relacionamentos do mesmo sexo (não estou defendo uma visão igualitária do pecado, apenas demonstrando algo específico desse texto).

2. As declarações que dizem que as questões homossexuais não são questões tratadas pela Bíblia são no mínimo confusas. Ao contrário do que Felipe Neto disse, Romanos 1.18-32 se refere claramente a relacionamentos do mesmo sexo, bem como o texto brevemente analisado aqui. Jesus apela para Gênesis 1.27 (‘homem e mulher os criou’) e 2.24 (‘o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne’), em suas observações sobre divórcio e recasamento em Marcos 10.6-9 e Mateus 19.4-6, mostrando a importância do pré-requisito de homem e mulher para o casamento, implicando assim, que não só a poligamia é algo ilícito, mas também o homossexualismo. 

3. Devido à distância entre os séculos I e XXI, alguém pode questionar se a questão Bíblica é comparável com a questão nos nossos dias. Quanto mais os estudiosos examinam a sociedade greco-romana e o pluralismo de suas tradições éticas, mais a situação em Corinto parece ressoar a nossa. Portanto são duas situações comparáveis, ainda mais para um cristão que crê que a Bíblia é a palavra de Deus e se aplica a todas as gerações. 

Paulo parece retornar ao AT como fonte de uma ética distinta para um povo distinto (os cristãos), interpretando à luz do evento-Cristo. A conexão entre 1Co. 6.9-10 e Rm. 1.26-29 e seu background veterotestamentário endossam que a idolatria, isto é, a pretensa autonomia humana construindo o valor de alguém acima de um compromisso pactual com Deus, leva a um colapso de valores morais em um tipo de efeito dominó (Thiselton).
***
Autor: Willian Orlandi
Divulgação: Bereianos

 http://bereianos.blogspot.com.br/2016/07/malakoi-e-o-debate-neto-x-feliciano.html