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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Um coração enlameado, palavras fora de controle


RESUMO: Você já se sentiu sem controle sobre suas palavras? À luz de Filipenses 4, aprendemos a abandonar ansiedade, purificar a mente pela Palavra e cultivar alegria em Cristo, para falar com doçura, verdade e esperança. Aprofunde-se neste assunto com este texto de Renata Gandolfo, editora de assuntos femininos no Voltemos Ao Evangelho, onde também escreve regularmente. Renata é graduada em Letras, experiente conselheira bíblica e extramente atuante em ministérios feminos e discipulado. Autora de dois livros: A Arte da Guerra para mulheres cristãs e Discipulado de mulheres (com Luciana Sborowski), ambos publicados pela Editora Fiel. Atualmente é mestranda em Aconselhamento Bíblico pela NUTRA em parceria com o Seminário Teológico Batista do Litoral (STBL).

Você já tentou frear um carro no meio da lama? Quando você pisa no freio, o carro samba para um lado e para o outro, às vezes até faz um giro completo. A roda entala na lama: não vai nem para frente, nem para trás. Você acelera, e a roda gira em falso. Pois é: o solo molhado vai te mostrar que não temos o controle da direção do carro, nem da velocidade. Ficamos rendidas à situação.

Pense que as palavras são o carro; a boca é a direção; e o solo encharcado é o coração e tudo o que há nele: suas emoções, afetos, pensamentos, imaginação e desejos.

Então, percebemos que a boca será controlada pelo que está no coração. (Como está seu coração?)


Coração enlameado

Quem deixa estagnar no coração o ressentimento, a amargura ou a ira não tem condições de se expressar com gentileza e doçura. Aquele solo seco e árido pelo desamor só pode demonstrar o que há nele.

Quem está tão triste e azeda que o solo se tornou um lamaçal não consegue reter o que é bom: nada para ali; tudo se vai com as lágrimas, e um vazio imenso dá a sensação de solidão e desamparo.

Nessa bagunça do nosso ser, o coração sobrecarregado de sofrimento e de pensamentos tempestuosos não produz o solo ideal para o que é bom.

Em Filipenses, Paulo nos ensina a ocupar a mente com tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que tenha virtude (Fp 4.8). Nos versículos anteriores, ele nos diz para nos alegrarmos no Senhor (Fp 4.4) e, logo em seguida, nos recomenda que não sejamos ansiosas, mas que coloquemos nossas petições diante do Senhor; então, ele guardará nossa mente e nosso coração em sua paz (Fp 4.6-7).


Coração purificado

Há uma forma de protegermos a mente, explicitamente demonstrada por Paulo. Mas, infelizmente, preferimos ficar hipnotizadas por coisas passageiras, que acreditamos poder nos relaxar, buscando distrações baratas que nos levam para longe das preocupações. (Qual é a sua diversão de fuga?)

Mas Deus, em sua bendita Palavra, nos ensina que purificar a mente exige algum trabalho de nossa parte, muito além das distrações baratas. É necessário ter a mente purificada pela Palavra de Deus; é necessário arrependimento no coração e uma boca que confesse nossas fraquezas e pecados. Jesus é o Amigo de quem precisamos continuamente.

Sua expressão de vida será transformada quando você dedicar mais tempo a estar com seu Amigo Jesus.

Jesus, o Verbo, precisa encher seu coração com a Verdade (Cl 3.16). Você e eu precisamos estar encharcadas do conhecimento de Jesus, renovando a mente e o coração (Rm 12.2). Então, saturadas dessa alegria do amor de Deus em nós, poderemos abrir a boca com segurança, porque nossas palavras serão flores perfumadas, convidando outros corações a se alegrarem em Cristo.

Avante, ovelhinha!


Por: Renata Gandolfo. © Voltemos Ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Revisão e edição: Vinicius Lima.

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MulheresVida de Ovelha


Renata Gandolfo

Renata Gandolfo é membro da Igreja Batista da Graça em São José dos Campos, SP. Renata serve como conselheira bíblica, é envolvida com discipulado e estudos bíblicos para mulheres. Trabalha no Editorial Online do Ministério Fiel, escreve regularmente na coluna Vida de Ovelha, do blog Voltemos ao Evangelho. Participa desde 2015 das Conferências de Treinamento em Aconselhamento Bíblico da ABCB (Associação Brasileira de Conselheiros Bíblico). Licenciada em Letras, pós-graduanda em Aconselhamento Bíblico pelo CETEVAP.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

É melhor para as mães que elas permaneçam em casa?



Eu era uma escritora e diretora executiva em uma agência de publicidade quando decidi deixar minha profissão para permanecer em casa e criar meus filhos. Eu queria ser aquela que cuidaria e treinaria os nossos filhos, e meu trabalho frenético simplesmente não me dava tempo suficiente para fazê-lo bem.

Por um lado, quando deixei o mundo dos negócios, nunca olhei para trás. Eu amava estar com meus filhos, e comecei a encontrar saídas criativas dentro de casa e ao seu redor. Aprofundei minha vida de oração. Certamente houve recompensas. Mas por outro lado, deixar o meu trabalho foi muito difícil. Sinceramente, eu realmente lutei por minha identidade.

Trabalhei na publicidade por dois anos antes de sair com dois colegas para iniciar uma nova agência. Eu tinha 25 anos. Naquele mesmo ano, tornei-me uma cristã nascida de novo. Que jornada emocionante! Nós trabalhávamos dez ou doze horas por dia e experimentávamos algum sucesso. Muitos novos negócios estavam surgindo para nós. As associações de publicidade estavam observando e elogiando o nosso trabalho. Subitamente, estávamos ganhando clientes de outras cidades. Eu até tive um cliente em outro país.

Eu era uma mulher tendo sucesso em um mundo “de homens”. Eu verdadeiramente estava “vivendo o sonho”. Eu amava Jesus e era uma cristã, mas a minha identidade primária era ser uma “profissional de sucesso”. Meu trabalho era a principal fonte de meu senso pessoal de afirmação e de realização. Eu poderia exercer o controle, ver os resultados de modo regular e ser recompensada por isso, tanto com reconhecimento quanto com compensação.

Menos do que o meu melhor

Alguns anos depois, casei-me com um homem maravilhoso (que era um de meus sócios de negócios!), e em pouco tempo tivemos um filho. Eu tentei trabalhar em tempo parcial e ficava (como sei que muitas mulheres ficam) arrasada e culpada a maior parte do tempo. Sentia como se eu tivesse dando menos do que o meu melhor nos dois lugares.

Depois, outro filho nasceu. Não fiquei uma semana no trabalho em tempo parcial. Ainda que a nossa renda tenha diminuído e o orçamento restrito tenha se tornado uma realidade, decidi ficar em casa permanentemente. Além de perder uma renda, meu marido e eu também nos sentimos chamados a começar a doar 10% do que ganhamos para a igreja. Embora tenhamos permanecido em uma casa pequena com um tapete velho e tenhamos sacrificado muitas “coisas agradáveis”, pela graça de Deus, nunca ficamos sem dinheiro.

“Sou apenas uma mãe”

Eu amava tanto estar em casa. Amava ser a cuidadora principal dos meus bebês. Amava testemunhar o que eles faziam “pela primeira vez”. Amava o vínculo acontecendo com os meus meninos. Amava compartilhar Jesus com nossos filhos e ensiná-los a amá-lo. Amava ser capaz de conhecer algumas mães no bairro. Amava a oportunidade de costurar um pouco e aprender a cozinhar.

Contudo, também havia coisas que eu não amava. Não entendia como sempre nada estava terminado. No trabalho, eu terminava os projetos. Em casa, podia trabalhar o dia inteiro, e no fim não havia absolutamente nenhuma evidência de que eu tivesse feito qualquer coisa. Sempre havia mais roupa a lavar, outra bagunça na sala de estar, outra refeição a terminar, outra fralda para trocar. No trabalho, eu podia dizer quando estava fazendo um bom trabalho. Em casa, eu tinha dificuldades em ter confiança em minhas habilidades. Eu estava ensinando os meus filhos, mas as mudanças eram tão progressivas que não conseguia dizer se qualquer coisa que estava lhes ensinando estava tendo proveito. O investimento do meu tempo e energia realmente estavam fazendo a diferença?

Mas era pior do que isso. Em casa, muitas vezes parecia que ninguém observava ou aplaudia qualquer coisa que fazia. No trabalho, eu havia sido uma jovem profissional brilhante que ajudava as pessoas a serem bem-sucedidas e as empresas a crescerem. Eu tinha um portfólio! Estava tendo sucesso! Eu era importante! Agora, eu era aquela pobre mulher que você vê no mercado e que obviamente não teve tempo para tomar um banho ou arrumar o seu cabelo, vestida com roupas amarrotadas, parecendo exausta enquanto nega mais um doce ao seu filhinho.

Se eu fosse a um evento profissional com meu marido e alguém me perguntasse o que eu fazia, me retraía e dizia: “Sou apenas uma mãe”.

Trabalho que permanece

Muitos anos mais tarde me envergonhei ao perceber o quanto valorizava a realização centrada no homem e nos aplausos. Eu era uma cristã sincera com um relacionamento crescente com Jesus, estava ensinando com alegria aos meus filhos sobre ele, mas ainda não tinha aprendido a encontrar o meu valor e dignidade nele. E eu ainda não tinha aprendido que coisas têm valor eterno, e que coisas logo serão esquecidas.

Se eu mostrasse algum trabalho “espetacular” que fiz em meus dias no mundo dos negócios, ele estaria desesperadamente desatualizado e seria irrelevante hoje. Por outro lado, quando olho para os meus filhos, Deus me mostra evidências e recompensas inestimáveis pelos sacrifícios e investimentos que fiz em seus anos de crescimento.

É claro que não estou dizendo que é ruim trabalhar no mundo dos negócios ou em qualquer trabalho. Longe disso! Trabalhos de todos os tipos são o meio maravilhoso de Deus prover para pessoas em todo o mundo. E Deus chama muitas mulheres para trabalharem fora da casa, mesmo aquelas que têm filhos pequenos.

Provérbios 31 exalta uma mulher que equilibra de forma devida os interesses dos negócios fora de casa enquanto oferece cuidados e instrução à sua família. (Gostaria de ressaltar, no entanto, que mesmo para ela, não parece haver muito tempo para dormir!) O trabalho em si não é ruim, ainda que a maior parte dele vai passar.

O valor de uma mãe

O problema para mim foi quando meu trabalho se tornou a minha identidade; quando meu trabalho era a fonte de minha “auto-estima” e fazia eu me sentir mais “importante”; quando meu trabalho parecia mais digno porque tinha um cotidiano mais interessante; quando meu trabalho era necessário para aprovação, louvor e aplausos.

Deus me diz que me amou e me escolheu para ser sua filha antes da fundação do mundo, quer eu trabalhe em casa ou em Wall Street (Efésios 1.3-4). Ele diz que, embora eu evidentemente seja uma pecadora rebelde contra um Deus santo (Romanos 3.23), pelo sacrifício de Jesus, eu sou perdoada, comprada e redimida — não importa se sou uma barista ou estou em casa trocando fraldas (Efésios 1.7-8; Romanos 5.8; 1 Coríntios 7.23). Como uma filha de Deus nascida de novo, eu sou uma herdeira de todas as coisas com Cristo, quer eu supervisione uma equipe de cem pessoas ou um lar de três (Romanos 8.14-17; Hebreus 1.2). À luz de tudo isso, eu era irracional ao buscar aplausos terrenos para me sentir valorizada e digna.

Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente. (1 João 2.15-17).

É melhor permanecer em casa?

É melhor para as mães que elas permaneçam em casa? Eu não pretendo ter a resposta definitiva a essa pergunta, ou conhecer a vontade de Deus para outras mulheres. Mas, eu incentivo as jovens mães a considerarem as suas razões para desejar trabalhar fora de casa. Se a sua renda é necessária para colocar comida na mesa e roupas nos membros de sua família, é possível que você precise trabalhar fora de casa.

Meu coração se quebranta por mães que dariam qualquer coisa para poderem estar em casa com seus filhos, mas circunstâncias de todos os tipos as mantêm no local de trabalho. Se esta é você, saiba que Deus conhece o seu coração, que ele a chamou para a obra que ele está lhe dando, e que ele abençoará a sua família, assim como você é obediente a ele nestas coisas difíceis. Pode haver outras razões legítimas pelas quais Deus está, sincera e certamente, chamando você para fazer o sacrifício de trabalhar fora de casa. O mais importante é buscá-lo e ser obediente ao chamado que ele está lhe dando.

Mas se você está trabalhando fora de casa principalmente porque isso faz você se sentir bem consigo mesma, ou porque você realmente gosta disso, ou porque o trabalho parece mais interessante, talvez você precise orar sobre se este realmente é o chamado de Deus em sua vida, ou se interesses egoístas estão guiando as suas decisões.

Permaneça e faça discípulos

Ao longo dos anos, aprendi que minha vida em casa não precisava ser tediosa. Passei a perceber que as coisas que eu estava fazendo eram de importância eterna, e que fazê-las bem fazia a diferença. Deus tratou o imenso orgulho do meu coração e usou o meu tempo em casa com os meus filhos para começar a cultivar o fruto do Espírito em mim. O melhor de tudo, no decorrer desses anos, Jesus se tornou o meu maior tesouro.

Jesus nos disse para fazermos discípulos, e criar filhos é a maior oportunidade que temos de obedecer a esse mandamento. Enquanto recordo minha vida como uma mãe em casa, eu sei que nunca me arrependerei dos momentos que passei cuidando, ensinando e brincando com os meus filhos. Foi um verdadeiro privilégio ter um papel central no discipulado de meus filhos em cada fase do desenvolvimento deles. Eu sou muito grata a Deus por ter feito isso possível para mim e para a nossa família.

Por: Adrien Segal. © Desiring God. Website: desiringgod.org . Traduzido com permissão. Fonte:

Original: É melhor para as mães que elas permaneçam em casa?. © Ministério Fiel. Website: MinisterioFiel.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Camila Rebeca Teixeira. Revisão: Renata M Gandolfo.


 https://voltemosaoevangelho.com/blog/2017/06/e-melhor-para-as-maes-que-elas-permanecam-em-casa/

Você tem receio de falar sobre o inferno?


RESUMO: Muitos cristãos hesitam em falar sobre o inferno, especialmente ao evangelizar, mas a Bíblia não trata o juízo como um tema opcional. Este artigo mostra que omitir as advertências de Deus enfraquece nossa compreensão da santidade divina, da gravidade do pecado e do custo do sacrifício de Cristo. A partir de textos bíblicos, o conteúdo apresenta quatro realidades essenciais: o inferno é eterno, envolve sofrimento indescritível, é merecido e perfeitamente justo, e ainda assim é possível escapar dele por meio de Jesus. Conclui defendendo que amor verdadeiro não suaviza a verdade, mas a comunica com coragem e compaixão. Leia mais sobre isso com essa relevante autora, Adrien Segal, que trabalha como coordenadora de discipulado feminino no Bethlehem College and Seminary e escreve regularmente para o ministério Desiring God.


Confesso que hesito em falar sobre o inferno. Só me dei conta disso quando outra mulher me perguntou se as mulheres parecem relutantes em mencionar o inferno, talvez até mesmo, e principalmente, quando estamos falando com descrentes. Minha primeira reação foi pensar: “Que tal falarmos de outro assunto?”. A ironia não me passou despercebida.

Fácil (e perigoso) de ignorar

Embora eu nunca tenha visto dados sobre o assunto, consigo entender por que pode ser mais difícil para as mulheres alertarem as pessoas sobre o inferno. Em geral, a natureza feminina tende a nutrir, encorajar e demonstrar bondade. É provavelmente verdade que a maioria das mulheres prefere agir com cautela, tentando evitar ofensas. Se houver más notícias, muitas de nós preferiríamos que outra pessoa as transmitisse.

Afinal, não queremos que as pessoas recebam a graça salvadora de Jesus principalmente por medo de punição ou condenação. Em vez disso, queremos que elas reconheçam sua própria pecaminosidade, percebam sua necessidade desesperada de um Salvador e abracem Jesus com entusiasmo como aquele que morreu para resgatá-las. A verdadeira fé em Jesus garante uma eternidade com Ele — uma eternidade repleta de alegria! Não é tudo o que um incrédulo precisa ouvir?

É claro que esses aspectos do Evangelho estão entre os melhores e mais importantes. Mas ainda são apenas parte da história. Se compartilharmos apenas a parte “boa” das boas novas, sem nunca levar a sério as advertências de Deus sobre o julgamento, corremos o risco real de que aqueles que amamos não compreendam verdadeiramente a santidade de Deus, a justiça de sua ira e por que nosso perdão exigiu o sacrifício do Filho de Deus. Sem o inferno na equação, não podemos compreender plenamente o verdadeiro peso de nossa depravação e suas consequências. Quando diminuímos esse peso, diminuímos a magnitude do sacrifício de Jesus — e, portanto, diminuímos a glória que ele merece por ter dado a sua vida.

Quer falemos sobre isso ou não, o inferno é real porque a ira de Deus é real (e justa). Há muitas referências bíblicas que poderíamos citar: todos os autores do Novo Testamento falam sobre o inferno, e o próprio Jesus adverte sobre ele mais do que qualquer outra pessoa na Bíblia. Não podemos analisá-las todas, mas John Piper destaca alguns trechos em que Jesus, Paulo e João são claros sobre a realidade e a natureza do inferno. Portanto, para todas as mulheres (como eu) que desejam crescer em sua compreensão, ousadia e amor por Deus e pelo próximo, considerem estas quatro realidades básicas sobre o inferno.

1. O inferno é eterno.

Em Marcos 9.43, Jesus descreve o inferno como um “fogo inextinguível”. Ou seja, ele jamais se apagará; não há alívio — para sempre. Em Marcos 3.29, Jesus se refere à blasfêmia contra o Espírito Santo como “um pecado eterno”. Não é algo que se comete apenas uma vez; as consequências são intermináveis. Em Mateus 25.46, ao falar sobre a separação entre ovelhas e bodes, Jesus diz: “Estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna ”. O paralelo é inegável.

2. O inferno é caracterizado por uma dor indescritível.

Jesus fala sobre lançar os pecadores e os transgressores da lei “na fornalha ardente” (Mateus 13.41-42) e “nas trevas exteriores” (Mateus 8.12), onde serão “cortados em pedaços” (Mateus 24.51). Esses exemplos resultam em “choro e ranger de dentes”. O amoroso apóstolo João se refere àqueles cujos nomes não estão escritos no livro da vida como sendo lançados no fogo, onde “serão atormentados dia e noite para todo o sempre” (Apocalipse 20.10, 15; 14.10-11).

3. O inferno é merecido e perfeitamente justo.

Somos responsáveis ​​pela maneira como consideramos nosso Deus santo, justo e amoroso — bem como pelas implicações disso. Nossa indiferença e rebeldia acumulam a Sua justa ira: “Por causa da dureza e impenitente determinação do seu coração, você está acumulando ira contra si mesmo para o dia da ira, quando o justo julgamento de Deus será revelado” (Romanos 2.5). Cada vez que escolhemos nosso próprio caminho contra Deus, atraímos a Sua ira. E, como os santos e anjos mostram no livro do Apocalipse, aqueles que compreendem a ira de Deus com mais clareza não podem deixar de chamá-la de justa (Apocalipse 15.3; 16.5, 7; 19.2).

4. É possível escapar do inferno.

Quando compreendemos que nossa natureza pecaminosa se opõe à beleza e à glória do nosso Deus trino, que nossos espíritos, de forma mais natural e egoísta, rejeitam sua perfeita sabedoria e autoridade — quando compreendemos isso e nos entristecemos profundamente por tal fato — então começamos a entender por que a ira de Deus e o castigo do inferno são justos. Então, realmente apreciamos a maravilhosa magnitude do sacrifício de Jesus, pagando o preço pela nossa resistência ao mal. Parte essencial da boa notícia é que podemos escapar do inferno se abraçarmos Jesus. Uma eternidade de alegria com Deus é a nossa recompensa prometida quando o fazemos. “Boa notícia” parece um eufemismo!

O amor revela toda a verdade

Se nós, mulheres, realmente amamos nossas famílias, nossos amigos e nossos vizinhos, não hesitaremos em dizer toda a verdade. É uma demonstração de bondade dizer aos outros que recusar-se a aceitar Jesus acarreta consequências terríveis e eternas.

Imagine que você está fazendo uma trilha nas Montanhas Great Smoky e se depara com uma ursa furiosa. Enquanto foge rapidamente, você encontra outras pessoas indo na mesma direção. Você não tentaria fazê-las voltar apenas comentando sobre a beleza da paisagem abaixo; você deixaria claro o perigo mortal que as aguarda. Quanto mais se esses viajantes estivessem indo para uma dor e um sofrimento indescritíveis e eternos?

Nosso Deus santo é justo, e até mesmo amoroso, ao lançar o julgamento mais severo sobre aqueles que o rejeitam e se opõem ao seu povo amado. Ele nos criou da abundância do seu amor porque desejava compartilhar conosco a maravilha de quem Ele é por toda a eternidade. Sua santa ira guarda suas perfeições para sempre, para que Ele — e todos aqueles que o amam e o acolhem — possam desfrutar de seus prazeres para sempre (Salmo 16.11).

Queridas mulheres, se realmente desejamos nutrir, encorajar e demonstrar bondade como Deus nos criou para fazer, teremos a coragem de dizer aos outros toda a verdade. Quando ajudamos os outros a compreender a profundidade de sua depravação, a maravilhosa notícia da graça salvadora disponível por meio de Jesus e a alternativa para aqueles que o rejeitam, seremos fiéis, amorosas e verdadeiras seguidoras de Jesus. Não é isso que mais desejamos?

 

Para ver mais conteúdos do Desiring God traduzidos em nosso blog, (https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/02/voce-tem-receio-de-falar-sobre-o-inferno/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_term=Tue+03+Feb+2026&utm_campaign=Voc%C3%AA+tem+receio+de+falar+sobre+o+inferno+)

Por: Adrien Segal ©️ Desiring God Foundation. Website: desiringGod.org. Traduzido com permissão. Fonte: Are You Hesitant to Talk About Hell? | Todos os direitos reservados. Revisão e edição: Vinicius Lima.

Nós o chamamos de Pai (Lucas 11.2)

Nós o chamamos de Pai (Lucas 11.2)

Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome. (Lucas 11.2)

 

No momento em que uma criança é adotada, sua vida inteira muda: ela recebe um novo nome, uma nova família e, com frequência, um estilo de vida completamente novo. Contudo, a realidade legal pode existir sem que a criança sinta uma sensação verdadeira de pertencer a essa família. Uma coisa é uma criança ir e viver em uma casa; outra é a realidade mais profunda de experimentar e expressar completamente a união de uma família — de chamar os novos pais de “mamãe” e “papai”.

O mesmo é verdade sobre nossa adoção espiritual quando professamos fé em Jesus Cristo. Nossa adoção muda nossa condição de maneira completa, eterna e incontestável. Mas Deus não está satisfeito com uma simples mudança de nome, por assim dizer. Ele quer que saibamos o que significa sermos seus filhos e filhas. Ele anseia que nós tenhamos o espanto experiencial de pensarmos nele como nosso Pai celestial. Para isso, ele nos dá seu Espírito para moldar nosso caráter e nos ajudar a enxergar nosso relacionamento com ele como o de Pai e filho. “Porque vós sois filhos”, Paulo disse à igreja da Galácia, “enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” (Gl 4.6).

A experiência cristã não deveria ser simplesmente como uma transação legal. Ela é muito mais que um dogma ou doutrina. A salvação não é apenas o perdão dos pecados; também é o acolhimento da transformação capacitada pelo Espírito. O cristianismo não é mecânico, mas relacional. O que Jesus realizou de forma objetiva e legal na cruz, a isto o Espírito dá continuidade de modo subjetivo e vívido em nosso coração. Fomos resgatados, aceitos e amados. Com essa mudança, podemos esperar devoção, paixão, lágrimas, iluminação, envolvimento e, enfim, louvor.

Quando somos tentados a nos esquecermos de nossa nova condição como filhos de Deus, o Espírito está a postos para testificar: Não, você é verdadeiramente dele! Você foi comprado pelo mais alto preço. Você é amado e estimado. Quando não fizemos o que Deus queria que fizéssemos e quando nos sentimos machucados, quebrados e desencorajados, o Espírito nos ajuda a clamar: “Ó Pai, Pai, você poderia me ajudar, por favor?” Tais pedidos deveriam nos servir como lembretes da maravilha da obra consumada de Jesus — seu sacrifício redentor e o envio do Espírito para viver em nosso coração. Sem isso, não haveria relacionamento com Deus, a não ser dele como nosso Criador e Juiz; portanto, não haveria oportunidade alguma para nosso coração clamar: “Aba! Pai!”

Deus não sela nossa adoção como filhos com algum sinal peculiar ou dom, mas pelo testemunho persuasivo do seu Espírito. Ao falarmos com ele em oração, ouvirmos dele através de sua Palavra e andarmos com ele, crescemos em conhecimento do seu poder e de sua obra dentro de nós. Visto que fomos libertos da maldição do pecado e recebemos a bênção da adoção, podemos clamar a Deus como nosso Pai, adorando-o e louvando-o em espírito e em verdade.

Cristão, hoje, independentemente de qualquer outra coisa que seja verdade sobre você, aqui está a maior realidade: você é um filho adotivo de Deus. Nada nem ninguém pode mudar isso. Então, hoje, seja o que for que você esteja sentindo, que essa verdade seja o que mais lhe traz consolo, fundamento, tranquilidade e motivação: você é um filho de Deus.

 

Aprofunde sua devoção a Deus em fiel.in/devocional

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