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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Como devemos orar? | Kevin DeYoung

 


De acordo com Jesus, há dois “grandes nãos” quando se trata de como oramos: não seja como os hipócritas, e não seja como os pagãos. Em primeiro lugar, portanto, Jesus não quer que sejamos como os hipócritas ao orar:

E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam sua recompensa. Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê o que é secreto, te recompensará (Mt 6.5-6).

Vamos deixar claro o que entendemos pel termo hipócrita. A palavra grega hypocrites significa “ator de teatro”. Com sentido negativo, refere-se a alguém que veste uma máscara e desempenha um papel, alguém que finge ser o que não é. Esse é também basicamente o significado do termo hipócrita em português. Os hipócritas dizem acreditar em uma coisa, mas, na prática, vivem de um modo completamente diferente. É o caso do célebre vegetariano que come bacon toda noite, do inimigo ferrenho da indústria do tabaco que fuma um maço de cigarros por dia, do defensor dos valores da família que dorme com prostitutas — são todos hipócritas. Fingem ser o que não são. Seu fingimento tem como principal objetivo ganhar o aplauso e a estima das pessoas.

Com frequência, os cristãos pensam em hipócritas como pessoas que fazem uma coisa, mas cujos sentimentos não coincidem com a ação. Isso, porém, não é hipocrisia. Os hipócritas ostentam uma série de princípios, mas vivem de acordo com princípios diferentes dos que ostentam. Quando você vai à igreja mesmo sem vontade, isso se aproxima mais da fidelidade. Quando você faz a coisa certa em seu casamento, mesmo sem sentir muito amor, isso é lealdade. Já ouvi muitas vezes: “Pastor, eu seria hipócrita se continuasse casado, porque o amor acabou”. Ou: “Eu seria hipócrita se fosse ao culto, porque não sinto vontade de ir”. Ou: “Eu seria hipócrita se orasse, porque não sei bem em que creio e me sinto distante”. Fazer o que é certo quando não se tem vontade de fazê-lo é maturidade. Professar uma coisa em público, mas viver outra coisa diferente em particular, isso sim é hipocrisia.

Vemos claramente o que Jesus tem em mente em Mateus 6.1: “Cuidado para não praticardes boas obras diante dos homens a fim de serdes vistos por eles; do contrário, não tereis recompensa de vosso Pai, que está no céu”. É isso que fazem os hipócritas. Eles não amam a Deus de fato. Eles não gostam nem um pouco do reino. Não gostam de modo algum de santificar o nome de Deus. Gostam de orar nas sinagogas e nas esquinas das ruas. Gostam de ser vistos pelos outros. Não há nada de errado, obviamente, em orar em público. Jesus não está tentando acabar com o culto público ou a oração comunitária (cf. Mt 18.19-20; At 4.24-30). Quando Jesus chega a 6.9, ele pressupõe um contexto coletivo de oração. Ele faz um alerta contra o que é muito comum em nosso coração — e talvez mais no coração do pastor do que no de qualquer outra pessoa: ser religioso em público mais do que em particular. Nossa vida de oração deveria ser como iceberg no oceano: uma grande massa de espiritualidade sob a superfície e que é invisível aos olhos dos outros, e não como uma alface americana boiando na água, com todo o “conteúdo” visível e nada de substância por baixo. Nossa vida de oração deve ser mais do que aquilo que salta aos olhos.

Jesus faz um alerta a todos nós, mas especialmente aos pastores, presbíteros, diáconos, líderes de estudo bíblico feminino, líderes de pequenos grupos e qualquer um que esteja envolvido com o ministério público. Cuidado com o profissionalismo religioso. Cuidado para não dizer as coisas certas fora de casa e fazer tudo errado dentro de casa. Você talvez consiga enganar as pessoas durante uma hora ou duas uma vez por semana, aos domingos, mas você não está enganando a Deus, e não está enganando as pessoas que estão perto de você. Cuidado com esse tipo de profissionalismo religioso. Não ore para ser visto pelos outros.

Em vez disso, Jesus diz que devemos fechar a porta e orar para sermos vistos por Deus. Está claro para você que a oração é uma questão de fé? Será que acreditamos de fato que Deus nos ouve quando oramos? Acreditamos que Deus nos vê? Acreditamos que ele nos recompensará? Quando oramos em secreto, acreditamos que há um Deus que vê em secreto e nos ouve? Para isso é preciso fé. Se você gosta dos louvores dos homens, é só isso que você terá. Jesus diz: “Não seja tolo. Não viva sua vida à espera do aplauso humano se pode ter o aplauso divino”. Quem se importa se as pessoas o acham incrível se você pode viver sob o sorriso de Deus? Você acha que o Deus em secreto o vê e o recompensa?

Há alguns meses, minha esposa e eu compramos uma babá-eletrônica: um kit que vinha com um monitor e uma câmera de vídeo. Agora sabemos por que nosso filho de dois anos dorme até tarde de manhã. Ele brinca no berço durante duas horas depois de o colocarmos para dormir. É surpreendente ver o que ele faz de fato quando não sabe que o estamos vendo. Imagine agora que você é uma criança de sete anos de idade e que ama seu pai. Você o admira. Você sabe que ele cuida de você. E seu pai tem uma câmera em todos os cômodos para ver o que você está fazendo. Isso, porventura, não faria diferença na forma como você vive sua vida — não apenas no que diz respeito a fazer coisas erradas, mas também ao modo como você faz as coisas certas? A criança não precisa se sentir pressionada a se equiparar a seus amigos. Não precisa dar um show. Não precisa fingir ser o que não é. Ela precisa apenas ser a mesma pessoa onde quer que vá, porque em qualquer lugar, seu Pai a vê — não para castigá-la, neste caso, mas para recompensá-la! Viva para quem você não vê, não para quem vê. Não seja hipócrita.

Em segundo lugar, Jesus não quer que sejamos como os pagãos quando oramos:

E, quando orardes, não useis de repetições inúteis, a exemplo dos gentios; pois eles pensam que serão ouvidos pelo muito falar. Não vos assemelheis a eles; pois vosso Pai conhece de que necessitais, antes de o pedirdes a ele (Mt 6.7-8).

Jesus usa o termo “gentios” no versículo 7, mas não está pensando em etnicidade. Ele está pensando nas pessoas que oram, mas que não conhecem o Deus verdadeiro.

Há alguns anos, eu estava em Nova York com um grupo de cristãos no intuito de me reunir com diversos líderes religiosos da cidade e ouvir o que tinham a dizer. Entre outras coisas, assistimos, com a devida permissão e em um local reservado, a rituais sikhs e hindus. Estou certo de que muita gente ali era sincera em suas crenças, e respeitamos seu direito de adorar como achavam adequado. Cremos que todos têm direito à liberdade religiosa. E, no entanto, da perspectiva cristã, compreendi exatamente o que Jesus disse. Vi jovens executando rituais religiosos para os espectadores. Aqueles jovens pareciam pouco interessados no que faziam. Estavam acendendo velas, espargindo incenso ou orando por outras pessoas. A questão é que o ritual simplesmente foi executado. As palavras foram proferidas e as frases repetidas.

É possível ver esse mesmo fenômeno no mundo todo. Na maior parte dos países muçulmanos, o que importa é tão somente os rituais executados. Basta dizer as palavras certas e olhar para o lado certo na hora certa. Alguns países budistas usam rodas de oração. As pessoas colocam suas orações em um cilindro e o giram várias vezes, de modo que as orações sejam multiplicadas. É um ritual; é mecânico. Para Jesus, isso não é oração de jeito nenhum. Orar não é como aquelas enquetes de internet para eleger o melhor jogador de uma partida ou o vencedor de um reality show, nas quais é possível votar quantas vezes quiser, de modo que quanto mais você apertar o botão, mais chances seu escolhido tem de ganhar.

É verdade que Jesus nos exorta a orar e a jamais desistir (Lc 18.1-8), porém a oração persistente é muito diferente da oração do tagarela. A palavra usada em Mateus 6.7 é battalogeo, que significa: empilhar expressões vazias ou falar demais (NIV). A versão Nova Almeida Atualizada usa a expressão “vãs repetições”. O termo grego é uma espécie de onomatopeia, uma palavra que soa como o som que tenta reproduzir (p. ex., oinc, miau, atchim). Pare com o bat-ta-lo-ge-o, diz Jesus. Não sejam como os pagãos, que acham que o simples pronunciar das palavras agrada a Deus. Na oração, o objetivo não é completar algum ritual mecânico.

Dizer palavras vazias e sem sentido na oração ocorre com mais frequência do que imaginamos. Pode acontecer nas igrejas mais litúrgicas. O pastor lê aquelas fórmulas litúrgicas, recheadas de palavras muito específicas e trabalhadas durante séculos, com a paixão e a intensidade de um funcionário de call center que já leu tudo aquilo milhões de vezes (“Esta chamada poderá ser gravada para fins de qualidade e de treinamento. Tudo bem com o sr. hoje, sr. DeYoung?”). Podemos recitar o Credo dos Apóstolos, ou o Pai-Nosso, ou fazer uma leitura responsiva como se fossem experiências transcendentais. Mas é muito comum que essas palavras se transformem em uma repetição decorada sem vida e árida.

Por outro lado, pode-se orar também com expressões vazias e palavras sem sentido em igrejas informais que não recorrem a liturgias pré-definidas. A oração da liderança do culto pode ser feita sem planejamento empilhando frases sem muito sentido, ou podem ser até mesmo heréticas. “Ó querido Senhor, Deus Pai, nós te louvamos porque o Senhor morreu na cruz pelos nossos pecados. Pedimos apenas, Espírito Santo, que estejas conosco hoje e nos aconchegues sob o manto do teu amor”. Talvez achemos que quanto mais emocionais forem nossas orações, quanto mais empilharmos títulos divinos, tanto mais Deus nos ouvirá. John Stott chamava esse tipo de oração de “palavrório com zero raciocínio e nenhum coração”.[1]

Não precisamos impressionar Deus com nossas fórmulas ou com nossa espontaneidade. Ele sabe do que precisamos antes mesmo de lhe pedirmos (Mt 6.8). Não oramos porque Deus precisa de ajuda para administrar o universo. Não oramos para mudar a mente de Deus. Oramos porque Deus instituiu meios para alcançar seus propósitos. Ele dispôs as coisas de modo que concede mais graça àqueles que lhe pedem. Deus não precisa de oração, mas ele a usa, assim como usa outros meios. Ele usa a chuva para que as lavouras floresçam, o sol para aquecer a terra e o alimento para fortalecer nosso corpo. Da mesma maneira, Deus usa a oração para realizar sua obra soberana. Na oração, não estamos instruindo Deus; instruímos a nós mesmos.

Observe novamente a motivação de 6.9, pois a instrução no versículo 8 se baseia naquele que vê em secreto. Jesus ainda não ensinou seus discípulos pelo que orar, mas já é possível observar como é importante saber para quem estamos orando. Não estamos orando para um treinador impetuosos, ou para um rei distante, ou para um supervisor austero. Estamos orando para nosso Pai celestial. Se você acredita que ele é um bom Pai, então não precisa tentar impressionar outras pessoas. Você sabe que Deus vai cuidar de você. E se você acredita que ele é um Pai magnífico, então sabe também que não precisa empilhar palavras vazias. Você sabe que Deus conhece todas as suas necessidades. Ninguém ganhará crédito extra com o acréscimo de palavras.

Quando passo um trabalho para meus alunos do seminário, tenho de lhes dar o número aproximado de palavras que quero, ou eles não saberão que tipo de trabalho terão de escrever. Mas eu sempre lhes digo: “Não ultrapassem esse número! Não quero ler mais do que tenho de ler! E não enrolem. Digam o que têm a dizer e basta. Vou avaliar o que vocês dizem, não o fato de terem encontrado uma maneira prolixa de dizer”.

Notas

[1] John Stott, The message of the Sermon on the Mount (Downers Grove: IVP Academic, 1978), p. 144 [publicado em português por ABU Editora sob o título A mensagem do Sermão do Monte com John Stott].

Trecho extraído da obra “O Pai-Nosso“, de Kevin DeYoung, publicada por Vida Nova: São Paulo, 2026, p.16-25. Publicado no site Cruciforme com permissão.

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Foto de Malachi Cowie na Unsplash

Kevin DeYoung é o pastor principal da University Reformed Church, em East Lansing (Michigan). Obteve sua graduação pelo Hope College e seu mestrado em teologia pelo Gordon-Conwell Teological Seminary. É preletor em conferências teológicas e mantém um blog na página do ministério The Gospel Coalition. Autor dos livros Os Dez Mandamentos, Homens e mulheres na igreja e Cristianismo impossível, publicados por Vida Nova

Sabemos da importância da oração, mas, muitas vezes, sua prática gera frustração. Livros que focam incessantemente no dever de orar costumam trazer mais culpa do que segurança. O segredo para mudar essa situação não está em seguir receitas ou repetições vazias, mas em aprender com aquele que melhor conhece o Pai. Com precisão teológica e sensibilidade pastoral, em O Pai-Nosso: aprendendo com Jesus sobre o que, por que e como orar, Kevin DeYoung examina com cuidado a oração ensinada por Cristo. Ele desvenda o contexto de cada petição, mostrando de forma prática como ela equilibra perfeitamente o zelo pela glória de Deus e a nossa total dependência de sua provisão, perdão e proteção. Cada capítulo acompanha um guia de estudo que pode ser usado em grupo, no discipulado de novos convertidos ou para a edificação pessoal. Mergulhe neste guia conciso para descobrir a convicção e a liberdade necessárias para abraçar o maior dos privilégios: a comunhão com o Deus vivo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

OS INIMIGOS DA ORAÇÃO




 A . W. Tozer retratou o crente que ora como sendo uma constante ameaça contra a estabilidade do governo de Satanás. “O cristão é um santo rebelde solto no mundo, com acesso ao trono de Deus” escreveu ele. “Satanás nunca sabe de que direção virá o perigo”. Visto que a oração é letal aos seus propósitos, Satanás faz o possível para interferir, quando oramos. Ele se nos opõe de modo especial nesta questão de separar tempo para oração. Ele sabe quanto a oração vai custar-lhe; por isso, combate-a, e a nós.  
 
1)  CANSAÇO, (Isaias 40.31a, 29). 
2)  DISTRAÇÃO, (Sl 55.16-17). 
3)  INTRANQUILIDADE INTERIOR, (Sl 55.22;    42.11). 
4)  PRESSA, (Ec 8.3). 
5)  DESÂNIMO, (Heb 12.1,2; 2 Co 4.8; Is 35.3-4). 
 
DÊ O MELHOR TEMPO 
PARA DEUS 
 
 Citado pelo pr  Josué Gonçalves 

sexta-feira, 26 de março de 2021

Não desista de orar por seus filhos

Há vários anos, escrevi um artigo sugerindo sete coisas pelas quais nós, pais, podemos orar por nossos filhos. Eu ainda as considero úteis. No entanto, ao fazer essas sugestões, incluí um qualificador:

Claro, orações não são feitiços mágicos. Não é apenas uma questão de dizer as coisas certas e nossos filhos serão abençoados com sucesso. Alguns pais oram fervorosamente e seus filhos se tornam líderes, estudiosos, músicos ou atletas talentosos. Outros oram fervorosamente e seus filhos desenvolvem uma deficiência ou doença séria, vagam por um deserto pródigo ou simplesmente lutam mais do que outros socialmente, academicamente ou atleticamente. E a verdade é que Deus está respondendo a todas as orações dos pais, mas com propósitos muito diferentes.

Quanto mais o tempo passa, mais crucial se torna essa qualificação para mim. Quanto mais tempo acumulado nas Escrituras, mais compreendo a história e quanto mais observo à medida que envelheço, menos confiança coloco em minhas percepções de como as coisas aparecem em determinado ponto.

Confiando em Deus, não em minhas percepções
Já vivi o suficiente para ter visto uma série de movimentos, dentro do evangelicalismo, aumentar e diminuir. Eu vi vários líderes subir e descer. Já vi jovens espiritualmente zelosos que tiveram um começo forte e sólido se tornarem espiritualmente desiludidos e vacilantes com trinta ou quarenta e poucos anos, alguns abandonando totalmente a fé. E eu vi jovens desinteressados ​​espiritualmente e, em alguns casos, dissolutos, tornarem-se adultos maduros e espiritualmente vibrantes.

Também estive próximo de muitos pais que criaram os filhos até a idade adulta. Tenho visto filhos de pais fiéis e fervorosos rejeitarem a fé de seus pais, e tenho visto filhos de pais infiéis abraçarem a Cristo e segui-lo, apesar da profunda dor que experimentaram. Isso não me deixou cético quanto à fidelidade dos pais, mas me tornou menos dado a fórmulas.

E talvez mais do que tudo isso, também tenha me observado passar por várias épocas da minha própria vida. Já tive momentos em que estava cheio de fé e entusiasmo, e momentos de desânimo quando era um homem de “pouca fé” (Mt 6.30). Já passei por períodos de depressão sombria e até crises de fé. Já na meia-idade, uma coisa que sei sobre mim é que estou “cercado de fraquezas” (Hb 5.2). Posso testemunhar que Deus tem sido infalivelmente fiel a mim no que diz respeito à sua Palavra, embora eu frequentemente não tenha sido fiel em confiar nele.

Sim, eu aprendi que Deus é confiável, mas minhas percepções normalmente não são. Eu aprendi – ou mais precisamente, estou aprendendo – a não presumir demais quando se trata de seres humanos, inclusive eu. Jesus deu o exemplo, pois “mas o próprio Jesus não se confiava a eles, [as pessoas] . . . porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana.” (Jo 2. 24-25).

Esta é uma lição inestimável quando se trata de orar por meus filhos.

A paternidade me incentivou a orar
Sou pai de cinco seres humanos maravilhosos. Eles são maravilhosos para mim, não porque sejam prodígios dos quais posso me orgulhar, mas porque são seres humanos, “formados de modo assombrosamente maravilhoso” (Sl 139.14) pelo próprio Deus através do processo histórico inescrutável e do legado genético de incontáveis ​​gerações de humanos terríveis e maravilhosos – de que minha esposa e eu somos apenas os contribuintes mais recentes. Às vezes eu apenas paro e os observo, admirado com o que e quem são, independentemente do que fazem.

Eles são pessoas muito particulares, muito diferentes uns dos outros e de seus pais. Eles têm temperamentos únicos, pontos fortes e fracos únicos, interesses únicos e tendências únicas.

Como a maioria dos pais jovens, minha esposa e eu começamos nossa jornada, como pais, com uma suposição quase inconsciente de que, se fizéssemos o papel de pais “direito”, nossos filhos aceitariam tudo o que abraçamos, sem toda a luta, dor e questionamento que passamos para abraçá-los. Embora, se você tivesse me perguntado especificamente naquela época, eu teria negado, teoricamente conhecendo melhor. É difícil evitar esse otimismo inicial.

Mas ser pai me humilhou significativamente. Minhas fraquezas e limitações, penso eu, são mais claramente expostas na paternidade. O efeito prático que isso teve é me tornar menos confiante em minhas habilidades e esforços, e mais dependente, ansiando mais pelo poder de Deus para fazer por meus filhos o que ele fez por mim – uma obra de graça que eu sei que meus próprios pais diriam que ocorreu apesar de suas fraquezas e limitações.

Dois dos meus filhos se tornaram adultos independentes e três estão na adolescência. Ao longo dos anos, observei muitos tipos diferentes de fluxos e refluxos espirituais. Eles viveram na mesma casa com os mesmos pais, que vivem sua fé diante deles essencialmente da mesma maneira. Eles frequentaram as mesmas igrejas. No entanto, cada um está percorrendo caminhos espirituais únicos, e em suas próprias velocidades únicas.

Pergunte, Busque, Bata
E aqui é onde a fé dos pais é testada. Obviamente, queremos que nossos filhos amem verdadeiramente o Senhor Jesus, a verdadeira Pérola de grande valor, com todo o coração, alma, mente e força, e amem o próximo como a si mesmos (Mt 13.45-46; Lc 10.27 ) Queremos muito que eles experimentem isso o mais cedo possível.

Mas não sabemos qual é a melhor maneira de cada um deles aprender isso. Não sabemos os propósitos de Deus ou seu cronograma para se revelar a nossos filhos. Nem temos permissão para perscrutar o mistério da soberania de Deus na eleição no que se refere aos nossos filhos (Rm 8.29-30).

Mas tudo o que observei e experimentei nas Escrituras e na vida me ensina duas coisas: Deus é confiável e o que penso que vejo em determinado momento, na verdade não é. O que significa que o que parece encorajador para mim agora pode muito bem mudar no futuro, e o que parece desanimador para mim agora pode muito bem mudar no futuro. Portanto, mantenho o que escrevi naquele artigo mais do que nunca:

Então, ore por seus filhos. Jesus nos promete que se pedirmos, buscarmos e batermos, o Pai nos dará o bem em troca (Lc 11.9-13), mesmo que o bem não seja aparente por quarenta anos.

Essa última frase me lembra a história da conversão de Peter Hitchens, Peter é irmão do falecido Christopher Hitchens). Ele conta como, aos quinze anos, abandonou o que considerava os laços da fé religiosa e abraçou zelosamente o ateísmo, queimando publicamente sua Bíblia para anunciar sua libertação. Então veio a lenta e inesperada compreensão, já na maturidade adulta, de que o que ele antes pensava ser escravidão era a verdadeira liberdade, o que ele pensava ser libertação, na verdade, era escravidão, e o que ele pensava ser escuridão ignorante era, na verdade, luz. Duvido que alguém que conhecesse o jovem adulto Peter Hitchens tenha previsto isso.

Não desanime
Portanto, não vamos desistir de orar por nossos filhos. Este ministério de intercessão é um chamado para toda a vida. Não devemos presumir demais quando se trata de seres humanos. Se nossos filhos estão vivendo e indo bem espiritualmente, eles não estão fora de perigo. Se eles estão vivendo e não indo tão bem espiritualmente, sua história não acabou. Portanto, vamos “orar sempre e nunca esmorecer” (Lc 18.1).

Deus é fiel. Ele nunca deixará de cumprir sua Palavra. Sejamos fiéis ao seu chamado e sejamos fiéis a nossos filhos pedindo continuamente a Deus em favor deles. Ele não permitirá que tal trabalho, seja qual for o resultado que ele determine em sua sabedoria, seja em vão (1Co 15.58).

Recursos relacionados
• Livro: A Oração Muda as Coisas? – R. C. Sproul
• Livro: Orando juntos – O privilégio de orar em nossos lares, comunidades e igrejas – Megan Hill
• Livro: Pais Fracos, Deus Forte – Criando filhos na graça de Deus – Elyze Fitzpatrick e Jessica Thompson
• Curso: A Oração do Pai Nosso – Albert Mohler Jr.

Por: Jon Bloom. © Desiring God Foundation. Website: desiringGod.org. Traduzido com permissão. Fonte: Don’t Give Up Praying for Your Children.

Original: Não desista de orar por seus filhos. © Ministério Fiel. Website: MinisterioFiel.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Paulo Reiss Junior. Revisão: Filipe Castelo Branco

https://voltemosaoevangelho.com/blog/2021/03/nao-desista-de-orar-por-seus-filhos/



sábado, 22 de setembro de 2018

Senhor, ensina-nos a orar

senhor-ensina-nos-a-orar
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Transcrição


“Pai nosso, que estás nos céus”, és majestoso e misericordioso. Estás muito acima de nós e estás pronto para vir a nosso encontro. Tens planos para toda a terra e até para o universo, mas mesmo assim tu cuidas de nós até nos mínimos detalhes. Tu és Rei e és o nosso Pai.

“Santificado seja o teu nome.” Que o teu santo e grandioso nome seja honrado e estimado acima de todas as coisas, especialmente no íntimo dos nossos corações e em todos os lugares do mundo.

“Venha o teu reino.” Que a tua soberana autoridade e sabedoria sempre prevaleça em todos os lugares da terra e no íntimo de nossas almas.

“Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.” Que a tua vontade totalmente sábia, benevolente, justa e santa seja obedecida no mundo inteiro assim como os anjos a obedecem com perfeição e alegria no Céu e que ela seja uma realidade em cada um de nós.

“O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.” Nós não pedimos riquezas, mas somente o suficiente para viver. Queremos ser saudáveis e queremos uma mente e um corpo que funcionam. Sustenta-nos para que sejamos capazes de cumprir o nosso chamado.





“E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores.” Somos pecadores e precisamos ser perdoados todos os dias. Sabemos que não merecemos. Pedimos misericórdia. Perdoa-nos. Conduze-nos à liberdade do seu amor, o amor que entregaste quando teu Filho morreu em nosso lugar.

“E não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal.” Nós não queremos continuar a pecar. Livra-nos de sermos vencidos pela força da tentação. Guarda-nos de Satanás – de todas as suas obras e de todos os seus caminhos. Faz-nos andar todos os dias em santidade diante de ti.

Fazemos esta oração no nome daquele que nos ensinou a orar – em nome de Jesus. Amém.



Material recomendado:
A oração é absolutamente essencial para tudo o que fazemos como cristãos. Escolha entre mais de cem recursos sobre oração para ajudá-lo a se aproximar de Deus.

A Oração Muda as Coisas?
No livro A Oração Muda as Coisas, terceiro da série Questões Cruciais, Sproul traz elucidações sobre o propósito da oração na vida do cristão. Em uma conversa agradável com o leitor, ele explica por que orar e nos orienta na sua prática, através de citações bíblicas. Segundo Sproul, embora não devamos esperar que nossas orações mudem a mente de Deus, de modo que ele aja contra a Sua vontade, podemos ter a certeza de que a oração muda as coisas, inclusive nossos corações.

CONFIRA

Por: John Piper. © Desiring God Foundation. Website: desiringGod.org. Traduzido com permissão. Fonte: Teach Us to Pray.

Original: Senhor, ensina-nos a orar. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Tradução: Frank Brito. Revisão: Vinicius Musselman Pimentel.

John Piper é doutor em Teologia pela Universidade de Munique e fundador do desiringGod.org e chanceler no Bethlehem College & Seminary. Ele serviu por 33 anos como pastor principal da Bethlehem Baptist Church em Minneapolis, Minnesota. Piper é autor de diversos livros, incluindo Uma Glória Peculiar (Fiel) e Em busca de Deus (Shedd).

https://voltemosaoevangelho.com/blog/2018/08/senhor-ensina-nos-a-orar/

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Quando você não tem a menor noção do que está pedindo a Deus



Por Davi Lago

Desde criança fui ensinado que existem três respostas de Deus às nossas orações de súplica. A primeira é “sim”, e Deus atende nosso pedido. A segunda é “espere”, e Deus não nos responde imediatamente. A terceira é “não”, e Deus nega nosso pedido. Ocorre que em Mateus 20.20-22 encontramos outra resposta: “Você não tem a menor noção do que está pedindo”. O texto narra: “Então, aproximou-se de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e, prostrando-se, fez-lhe um pedido. ‘O que você quer?’, perguntou ele. Ela respondeu: ‘Declara que no teu Reino estes meus dois filhos se assentarão um à tua direita e o outro à tua esquerda’. Disse-lhes Jesus: “Vocês não sabem o que estão pedindo. Podem vocês beber o cálice que eu vou beber?”.

A oração daquela mulher apresenta várias virtudes. Primeiro: o simples fato de ser uma oração! Há muitas pessoas que só reclamam e praguejam diante de Deus. Mas essa mulher estava fazendo uma oração! Segundo: era a oração de uma mãe! Oração de mãe é sempre oração de mãe! Mãe é a obra-prima de Deus. Terceiro: foi uma oração reverente, porque ela se prostrou na frente de Jesus. Quarto: foi uma oração direcionada a Jesus. Ela não apelou para homens, mas para o Filho de Deus. Do mesmo modo, devemos orar a Deus sempre em nome de Jesus. Quinto: era uma oração intercessora bem intencionada. Ela não pediu algo para ela própria, mas para seus filhos. E pediu com a sinceridade de uma mãe que quer o melhor para seus filhos.

Contudo, apesar de a oração daquela mãe apresentar várias virtudes, ainda assim foi uma oração completamente equivocada, uma oração nonsense. A resposta de Jesus foi: “Vocês não sabem o que estão pedindo”. Por que Jesus recusou de pronto a petição? A resposta é simples: aquela mulher fez um pedido equivocado. O texto de Tiago 4.3 afirma: “Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres”. Nossas orações precisam ser cheias de fé, sinceras, reverentes, em nome de Jesus, mas também de acordo com a vontade de Deus. Nossas orações precisam ser saturadas com a lógica do Reino de Deus.

Certa vez um jovem jornalista entrevistou o maior oceanógrafo do século 20, Jacques Costeau. O jornalista perguntou qual a chance de um ser humano escapar de uma luta direta com um tubarão. Costeau respondeu que não havia chance alguma. O jornalista começou a retrucar perguntando se o tubarão já estivesse alimentado, se o homem estivesse com um arpão, uma roupa de mergulho, etc., se assim haveria alguma chance. Costeau respondia sempre que não haveria chances. O jornalista então disse: “Mas isso não tem lógica!”. Costeau respondeu: “Claro que tem lógica! Mas a lógica do tubarão”.

Existe um descompasso entre o modo que pensamos e o instinto dos animais. De modo ainda mais incisivo, existe uma extrema oposição entre os valores do Reino de Deus e os valores do mundo, o sistema de pensamento alienado de Deus. Quem é “amigo do mundo” é “inimigo de Deus” (Tiago 4.4). A lógica do mundo não tem nada a ver com a lógica do Reino de Deus. De acordo com a lógica do mundo o que mais importa é o poder, o domínio, a opulência. Mas de acordo com a lógica do Reino, o que importa é o serviço, o amor e a alteridade.

Como foi a reação dos outros discípulos diante do pedido de Tiago, João e sua mãe? Está escrito que “quando os outros dez ouviram isso, ficaram indignados com os dois irmãos. Jesus os chamou e disse: ‘Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20.24-28).

Os outros discípulos ficaram irritadinhos com Tiago e João, não porque reprovaram a atitude deles, mas porque eles também queriam lugares de proeminência. É mais ou menos como o menino que diz para o colega: “Me empresta seu telefone?”. “Não”, o colega responde. E o primeiro grita: “Professora!!! Pode usar telefone em sala de aula???”.

O problema é que somos demasiadamente hipócritas. Vejo pastores falarem contra “megaigrejas”, mas que está óbvio que desejam ardentemente ter uma “megaigreja”. Vejo gente desdenhar de cantores gospel milionários que esbanjam uma vida capitalista fútil, mas que está na cara que desejavam estar no lugar desses cantores. Não adianta ficar apenas falando contra as tolices de Tiago e João se nós mesmos desejamos a mesma coisa.

Precisamos de uma absoluta transformação de mentalidade. Jesus Cristo traçou de modo bem claro a diferença entre os valores do Reino e os valores do mundo. A mãe de Tiago e João compreendia o Reino de Deus em termos políticos. Ela, como todos os outros discípulos, pensava que Jesus derrotaria os romanos e assumiria o controle político da sociedade. Do modo mais interesseiro possível, ela pede um “favor político” para Jesus. Mas Jesus não era um revolucionário social. Ele não iria fazer promessas de campanha futuras ou imaginárias, como muitos candidatos fazem. Jesus é o Salvador do mundo, ele veio com uma missão espiritual: resgatar seus escolhidos.

Jesus é mais que um mártir, ele é o Redentor da humanidade. O termo “resgate” está relacionado com a alforria de um escravo. Jesus nos resgatou das trevas para sua maravilhosa luz. O discípulo de Jesus não é mais um escravo do sistema de pensamento mundano. O Reino de Deus não repete a estratificação do arranjo social excludente do mundo em que vivemos. Jesus anuncia outra dimensão, outra proposta de autoridade. No Reino de Deus, o maior é o menor. Isso significa que enquanto no mundo o que vale é arrancar e acumular, no Reino dos céus, o que vale é sacrificar e doar. É melhor dar do que receber.

A aplicação dessa narrativa é direta: quais são suas motivações? O que você está pedindo a Deus? Qual lógica domina sua vida: a lógica do Reino ou a lógica do mundo? Precisamos abandonar nossos pedidos provincianos e umbigocentristas e começar a orar como homens e mulheres de Deus de verdade. Precisamos de discernimento espiritual. Precisamos abandonar o orgulho e egoísmo de nossas orações. John Ryle disse que o orgulho é nossa vestimenta mais íntima, mas devemos nos livrar dela resolutamente. Devemos seguir os passos de Jesus para a cruz. Mas o problema como afirmou Lutero é que “a carne sempre procura ser glorificada antes de ser crucificada”.

Que tipo de coisas você pede a Deus? Você pede o seu pão, ou o “pão nosso”? Você quer seu carro de milhares de reais, mas será que você tem um mínimo de disposição para ajudar uma família que está na miséria? Você pede por sua família? Dizia-se nos casamentos antigamente: “o que é seu é meu, e o que é meu é seu”. Hoje mudou: “o que é seu é meu, e o que é meu é meu”. Tudo é para você mesmo? Você luta o tempo todo pelos seus próprios caprichos? Jovem, você tem honrado seus pais? Maridos, em pleno século 21 e se julgando discípulos de Jesus, vocês ainda regulam dinheiro para suas respectivas esposas? Você ora pelos perdidos? Você pede pelos enlutados? Você chora com os que choram? Você pede pelos missionários? Você ora pela expansão do Reino de Deus? Você ora pelos tradutores da Bíblia? Você dá ofertas expressivas para a obra missionária, ou apenas num “desafio financeiro” para você próprio prosperar? Até quando seremos crianças espirituais? Até quando insistiremos em não entender as Escrituras? Até quando o mundo dominará nosso coração e não o amor, singeleza e pureza de Jesus Cristo? Chega de “orações contrárias”, de barganhas, de feitiços ridículos travestidos de espiritualidade. Até quando ficaremos falando sobre santidade sem a vivermos? Até quando ficaremos falando que “não importa a placa da igreja, somos todos um só”, mas na prática ficarmos falando mal uns dos outros? Até quando pediremos a Deus para gastarmos em nossos próprios prazeres?

Nossos pedidos são exageradamente mesquinhos. E não são mesquinhos por causa do tamanho do que pedimos. Jesus ensinou a pedirmos o “pão”. Nossos pedidos são mesquinhos porque não são para a glória de Deus. Queremos a nossa vontade feita no céu e não a vontade do Pai feita assim na terra como no céu. Pedimos com motivações equivocadas.

Por que será que inúmeras “megaigrejas” frequentadas por gente de muitas posses, e que arrecadam muito dinheiro, não fazem o mínimo, eu friso: O MÍNIMO esforço para combater as mazelas sociais DOS BAIRROS AO LADO DE ONDE ESTÃO SITUADAS? Jesus disse que os discípulos deveriam ir aos confins da terra, mas deveriam começar por Jerusalém, o local onde estavam. Por que pedimos respostas de Deus e coisas para nós mesmos e não pedimos para SERMOS a resposta de Deus para os marginalizados ao nosso redor?

Recentemente fiquei profundamente triste ao ver uma criancinha do tamanho da minha filha brincando com um ursinho de pelúcia debaixo de uma ponte. A menina estava descalça, imunda, com o cabelo sujo, o rosto sujo, roupa rasgada. O ursinho estava estragado, rasgado, imundo. Ela brincava na frente de uma casa de plástico e madeira, toda suja. Na mesma hora eu me lembrei da minha filha e de todo esforço que faço para dar o melhor para ela. Não é possível que professaremos seguir Jesus e não lutaremos para ajudar os pobres, o doentes, os inválidos, os dependentes químicos, os miseráveis, os excluídos, os soropositivos, os abandonados, os sem-teto e as menininhas que brincam e moram debaixo de uma ponte. Diante deste mundo sem alma, até quando pediremos coisas inúteis a Deus?

É óbvio que devemos ser felizes. Alias, mais do que felizes, devemos ser bem-aventurados. Contudo, a beatitude vem através de outros valores: pobreza de espirito, quebrantamento, mansidão, fome e sede de justiça, misericórdia. Nossos valores são outros. Jesus foi enfático: “Não será assim entre vocês”. Entre os discípulos de Jesus as coisas devem ser diferentes. Em 1Pedro 3.15 está escrito que devemos estar prontos para responder a qualquer pessoa que pedir a razão da esperança que há em nós. Mas as pessoas de fato estão perguntando isso para nós? John Piper disse que se ninguém pergunta qual a razão de sua esperança é porque provavelmente sua esperança não é diferente da esperança do mundo.

Quer ser importante? Então sirva seu próximo.

O ensinamento de Jesus precisa dominar nosso coração. Graças a Deus, Tiago, João e a mãe deles entenderam e viveram o que Jesus disse. Tiago foi decapitado por amor a Cristo (Atos 12.2). João sofreu na ilha de Patmos por amor a Cristo (Apocalipse 1.9). Conforme Mateus 27.56, a mãe de Tiago e João estava aos pés da cruz onde Jesus Cristo nos salvou.

Fonte: NAPEC

[Os Meios da Graça] Oração (2) – Como está sua vida de oração?


M.Lloyd-Jones – Como está sua vida de oração?

Qual é o lugar da oração em sua vida? Que proeminência tem ela em nossas vidas? É uma pergunta que eu dirijo a todos. É necessário que ela atinja tanto o homem que é bem versado nas Escrituras e que tem um bom conhecimento de doutrina e teologia, quanto a qualquer outro. Que lugar a oração ocupa em nossas vidas e quão essencial ela é para nós? Será que temos percebido que sem ela desfalecemos?
Se todo o meu conhecimento não me conduz à oração, certamente há algo de errado em algum lugar.
Nossa condição definitiva como cristãos é testada pelo caráter da nossa vida de oração. Isso é mais importante que o conhecimento e o entendimento. Não pensem que eu estou diminuindo a importância do conhecimento. Tenho passado a maior parte da minha vida tentando mostrar a importância de se ter um bom conhecimento e entendimento da verdade. Isso é de importância vital. Só há uma coisa que é mais importante: a oração. O teste definitivo da minha compreensão do ensino bíblico é a quantidade de tempo que eu gasto em oração. Como a teologia é, no final das contas, conhecimento de Deus, quanto mais teologia eu conheço, mais ela deveria me guiar na busca desse conhecimento. Não se trata de conhecer sobre Ele, mas de conhecê-lO. O objetivo inteiro da salvação é me trazer a um conhecimento de Deus. Eu posso aqui falar de uma maneira acadêmica sobre regeneração, mas o que é, afinal, a vida eterna? É que eles possam conhecer a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste. Se todo o meu conhecimento não me conduz à oração, certamente há algo de errado em algum lugar. Espera-se que ele faça exatamente isso. O valor do conhecimento é que ele me dá uma tal compreensão do valor da oração, que eu passo a dedicar tempo a ela e a me deleitar com ela. Se meu conhecimento não produzir esses resultados em minha vida, há algo de errado e espúrio nele, ou então devo estar lidando com este conhecimento de uma maneira completamente equivocada.

domingo, 18 de junho de 2017

Como a igreja cuida de doentes por meio da oração pública?

Brian Croft09 de Junho de 2017 - Igreja e Ministério
Eu admitirei, orar pela lista de oração sem fim quando a igreja se reúne pode se transformar em um mantra sem sentido e penoso. Não é isso que estou propondo. Estou encorajando você a escolher algumas aflições significativas em sua igreja para destacar por meio da oração pública com o propósito de informar e ensinar a sua congregação como devemos enfrentar essas lutas. Orar por essas situações graves informa a congregação sobre o que está acontecendo, mas também permite que você ensine a sua congregação a enfrentar essas dificuldades pelo modo como você ora publicamente.
Quando orar, ore verdades bíblicas específicas. Louve a Deus por seu poder soberano sobre a doença e a morte. Agradeça a Deus pela esperança que temos de integridade física e ressurreição um dia, por causa de Cristo. Ore pela cura se for a vontade de Deus sarar. Ore para que o evangelho seja conhecido na vida daqueles que sofrem enquanto Cristo é engrandecido em nossa fraqueza. Ore pela equipe médica que cuida dos doentes, mas reconheça a Deus como o grande curador. Em seguida, ore para que, como uma igreja local, o evangelho seja visto em nosso cuidado fiel daqueles que sofrem essa aflição.
Aproveite as reuniões públicas da igreja para orar por essas necessidades, pois não são apenas momentos maravilhosos para ensinar e encorajar, mas também há grande poder na intercessão corporativa.
Tradução: Camila Rebeca Teixeira
Revisão: André Aloísio Oliveira da Silva
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terça-feira, 25 de outubro de 2016

A Oração Toca A Eternidade - Leonard Ravenhill

Marcadores: Avivamento, Leonard Ravenhill, Oração, textos, Vida Cristã



A estatura espiritual de um crente é determinada pelas suas orações. O pastor ou crente que não ora está-se desviando. O púlpito pode ser uma vitrine onde o pregador exibe seus talentos. Mas no aposento da oração não temos como dar um jeito de aparecer.

Embora a igreja seja pobre sob muitos aspectos, é mais pobre ainda na questão da oração. Contamos com muitas pessoas que sabem organizar, mas poucas dispostas a agonizar; muitas que contribuem, mas poucas que oram; muitos pastores, mas pouco fervor; muitos temores, mas poucas lágrimas; muitas que interferem, mas poucas que intercedem; muitas que escrevem, poucas que combatem. Se fracassarmos na oração, fracassaremos em todas as frentes de batalha.

Os dois requisitos para se ter uma vida cristã vitoriosa são visão e fervor. Ambos nascem da oração e dela se nutrem. O ministério da pregação é de poucos; o da oração — a mais importante de todas as atividades humanas — está aberta a todos. Porém, as “criancinhas” espirituais comentam sem o menor constrangimento: “Hoje, não vou à igreja. É dia de reunião de oração”.

É bem possível que Satanás não tema grande parte das pregações de hoje. Mas a experiência do passado leva-o a arregimentar todo o seu exército infernal para lutar contra o crente que ora. Os crentes de hoje não têm muito conhecimento da prática espiritual de “ligar e desligar”, embora essa responsabilidade nos tenha sido delegada por Deus: “O que (tu) ligares na terra..”. Você tem feito isso? Deus não desperdiça seu poder. Se quisermos ser poderosos na obra dele, temos que ser poderosos com ele.

O mundo está marchando para o inferno a um ritmo tão rápido que, se comparado aos modernos aviões supersônicos, estes pareceriam tartarugas. E, no entanto, para vergonha nossa, nem recordamos quando foi a última vez que passamos uma noite toda em oração a Deus, suplicando-lhe que derrame sobre nós um avivamento que abale o mundo. Não temos compaixão pelas almas. Estamos pensando que os andaimes são o prédio. As pregações de hoje, com sua falha interpretação das verdades bíblicas, nos levam a confundir agitação com unção, e comoção com avivamento.

O segredo da oração é orar em secreto. Quem se entrega ao pecado pára de orar. Mas aquele que ora pára de pecar. O fato é que somos pobres, mas não humildes de espírito.

A oração é profundamente simples, e ao mesmo tempo profunda. “É uma forma de expressão tão simples que até uma criancinha pode exercitá-la”. Mas é igualmente tão sublime que ultrapassa os recursos da linguagem humana, e esgota seu vocabulário. Lançar diante de Deus uma torrente de palavras não irá necessariamente impressioná-Io ou comovê-lo. Uma das mais significativas orações do Velho Testamento foi feita por uma pessoa que não pronunciou palavras: “Seus lábios se moviam, porém não se lhe ouvia voz nenhuma”. (1Sm 1.13). De fato ela não tinha grandes dons de oratória. Sem dúvida existem “gemidos inexprimíveis”.

Será que nos encontramos num padrão tão inferior ao dos cristãos neotestamentários que não possuímos mais a fé dos nossos antepassados (com todas as suas realizações e implicações), mas somente a fé emocional de nossos contemporâneos? A oração é para o crente o que o capital é para um homem de negócios. Não se pode negar que a maior preocupação da igreja hoje são as finanças. E, no entanto, esse problema que tanto inquieta as igrejas modernas era o que menos perturbava a do Novo Testamento. Hoje damos mais ênfase à contribuição; eles a davam à oração.

Em nossos dias são muito poucos os que estão dispostos a assumir a responsabilidade de orar inspirados pelo Espírito, e para esse tipo de oração não há substitutos. Temos que orar, senão pereceremos!

Fonte: Livro Por que tarda o pleno avivamento?

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

6. E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores

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E, Senhor, assim como nós oramos diariamente pelo pão nosso de cada dia, nós oramos pelo perdão de nossos pecados; pois nós somos todos culpáveis perante Deus e todos pecamos e carecemos da glória de Deus (Rm 3.19,23). Todos tropeçamos em muitas coisas todos os dias (Tg 3.2). Quem pode dizer quão frequentemente tropeça (Sl 19.12)? Se observares, SENHOR, iniquidades, quem, Senhor, subsistirá? Contigo, porém, está o perdão, para que te temam (Sl 130.3,4). Ó Deus, se propício a nós, pecadores (Lc 18.13)!
Nós temos defraudado os bens de nosso Senhor (Lc 16.1); temos enterrado os talentos que nos foram confiados (Mt 25.18). Não temos correspondido aos benefícios que nos foram feitos (2Cr 32.25) e, assim, nós viemos a estar em débito. A Escritura encerrou tudo sob o pecado (Gl 3.22); nós temos praticado coisas pelas quais somos passíveis de morte (Rm 1.32), coisas pelas quais vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência (Ef 5.6). Nosso débito é maior que dez mil talentos; é um grande débito, e nós não podemos pagar, e estamos muito longe de poder dizer: sê paciente conosco, e tudo te pagaremos (Mt 18.24-26). Justamente, portanto, pode o nosso adversário entregar-nos ao juiz, e o juiz, ao oficial de justiça, para sermos recolhidos na prisão, a prisão do inferno, até pagarmos o último centavo (Mt 5.25,26).
Mas graças a Deus, há um caminho descoberto para estarmos em acordo com o nosso acusador, pois se alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados (1Jo 2.1,2). Por causa dele, nós te suplicamos, apaga as nossas transgressões (Sl 51.1), e não entres em juízo conosco (Sl 143.2). Ele é o nosso Fiador (Hb 7.22), que restituiu o que não furtou (Sl 69.4); ele é aquele abençoado Árbitro, que pôs sua mão sobre nós ambos (Jó 9.33); através dele, que nós sejamos reconciliados com Deus (2Co 5.20), e que o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, seja cancelado e removido inteiramente, sendo encravado na cruz de Cristo, para que tenhamos vida juntamente com Cristo, sendo perdoados de todos os nossos pecados (Cl 2.13,14). Usa de misericórdia para com as nossas iniquidades e dos nossos pecados jamais te lembres (Hb 8.12).
E dá-nos, nós te rogamos, recebermos a reconciliação (Rm 5.11), para sabermos que nossos pecados são perdoados (1Jo 2.12). Fala de paz a nós (Sl 85.8), e faze-nos ouvir júbilo e alegria (Sl 51.8). Que o sangue de Jesus, teu Filho, nos purifique de todo pecado (1Jo 1.7) e purifique a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo (Hb 9.14).
E como uma evidência de que tu perdoaste nossos pecados, nós te imploramos, dá-nos graça para perdoarmos nossos inimigos, amarmos os que nos odeiam e abençoarmos aqueles que nos amaldiçoam (Mt 5.44); pois nós reconhecemos que se não perdoarmos aos homens as suas ofensas, tampouco nosso Pai nos perdoará as nossas ofensas (Mt 6.15). E, portanto, nós perdoamos, Senhor; nós desejamos de coração perdoar, caso tenhamos motivo de queixa contra outrem, como o Senhor nos perdoou (Cl 3.13). Longe de nós dizer que nos vingaremos do mal (Pv 20.22), ou que devemos vingar-nos a nós mesmos (Rm 12.19); pelo contrário, nós oramos para que toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia, estejam longe de nós; e que possamos ser uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-nos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, nós esperamos, nos perdoou (Ef 4.31,32). Ó, faça-nos misericordiosos, como também é misericordioso nosso Pai que está nos céus (Lc 6.36), que nos prometeu que com o benigno, benigno se mostra (Sl 18.25).
Por: Matthew Henry. © 2016 Matthew Henry. Original: Pray the Bible
Tradução: André Aloísio Oliveira da Silva. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Orando o Pai Nosso: “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.



quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Afinal, o Que é Orar?



 
Augustus Nicodemus Lopes
Orar a Deus deveria ser uma coisa simples. Todavia, poucos assuntos precisam de mais esclarecimentos do que a oração. Há muitos conceitos errados sobre a oração por causa do misticismo e da superstição que acometem o ser humano (não somente os brasileiros), por falta de mais conhecimento bíblico sobre o assunto e por causa de ideias equivocadas que as pessoas têm sobre Deus. Seguem alguns pontos sobre oração que penso que são fundamentais e também relevantes para nós hoje. Estou pressupondo o básico: quem vai orar acredita que Deus existe e que Ele recompensa os que o buscam (Hb 11.1-2 e 6).

1 – Orar é basicamente apresentar a Deus, mediante Jesus Cristo e com a ajuda do Espírito Santo, nossos desejos, necessidades, confissão de pecados, intercessões, agradecimentos. A razão é que somente o Deus Triúno conhece nossos corações, é capaz de atender os pedidos e o único que pode perdoar pecados. Portanto, não há qualquer fundamento bíblico para dirigirmos nossas orações a quaisquer criaturas, vivas ou mortas, mas somente ao Deus Triúno (2 Sm 22:32; 1Rs 8:39; Is 42:8; Sl 65:1-4;145:16,19; Mq 7:18-20; Mt 4:10; Lc 4:8; Jo 14:1; At 1:24; Rm 8:26-27; Jo 14:14 e dezenas de outros textos que falam de nos dirigirmos a Deus).

2 – O Novo Testamento nos ensina que devemos orar a Deus em nome de Jesus Cristo. A razão é que o pecado nos afastou de Deus e não podemos nos aproximar dele por nossos próprios méritos. Jesus Cristo é o único, na terra e no céu, que foi constituído pelo próprio Deus como mediador entre ele e os homens. Não há qualquer base bíblica para se chegar a Deus em oração pela mediação de qualquer outro nome. A Bíblia nos ensina que “não há outro nome dado aos homens” (At 4:12) e que “há somente um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo” (1Tim 2:5). (Ver ainda Jo 14:6; Ef 3:12; Cl 3:17;Hb 7:25-27;13:15).

3 – Orar em nome de Jesus é nos achegarmos a Deus confiados nos méritos de Jesus Cristo e no perdão de pecados que ele nos conseguiu por meio de sua morte na cruz. É pedir a Deus com base nos merecimentos de Cristo e não nos nossos. É renunciar a toda justiça própria e chegarmos esvaziados de nós mesmos diante de Deus, nada tendo para oferecer em nosso favor a não ser a obra daquele que morreu e ressuscitou por nós. Onde não houver esta disposição e atitude, invocar o nome de Jesus é vão. O nome de Jesus não é um talismã ou uma palavra mágica, ou a senha para desbloquear as bênçãos de Deus. Não funciona nos lábios daqueles que ainda confiam em si mesmos e na sua própria justiça, ainda que repitam este Nome dezenas de vezes em oração (Mt 6:7-8; 7:21; Lc 6:46-49; Jo 14:13,14; At 19:13-16; 1Jo 5:13-15; Hb 4:14-16).

4 – Embora possamos pedir a Deus qualquer coisa que desejarmos, todavia, só deveríamos orar por aquelas que trazem a maior glória de Deus, que promovem o crescimento do Reino de Deus neste mundo e que são para nosso bem, sustento, proteção, alegria, bem como de nosso próximo. Foi isto que Jesus nos ensinou a pedir na oração do “Pai Nosso” (Mt 6:9-13), além de outras coisas afins (Lc 9:11-13). Assim, é tentar a Deus orarmos por coisas ilícitas e pedir coisas que Ele declara, na Bíblia, serem contra a sua vontade (Tg 4:1-3; Mt 20:20-28).

5 – Em nossas orações, deveríamos nos lembrar de orar por outras pessoas. A Bíblia nos ensina a pedir a Deus pelos irmãos em Cristo, pela Igreja de Cristo em todo o mundo, pelos governantes, por nossos familiares e pessoas de todas as classes, inclusive pelos nossos inimigos. Todavia, não há qualquer base bíblica para orarmos pelos que já morreram ou oferecer petições em favor dos mortos (Gn 32:11; 2Sm 7:29; Sl 28:9; Mt 5:44; Jo 17:9 e 20; Ef 6:18; 1Tm 2:1-2; 2Ts 1:11; 3:1; Cl 4:3).

6 – Deus nos encoraja a trazer diante dele as nossas petições. Todavia, ainda que a eficácia de nossas orações dependa exclusivamente dos méritos de Cristo, Deus nos ensina em sua Palavra que há determinadas atitudes nos que oram que fazem com que ele não atenda estas orações, como brigas entre irmãos, mundanismo e egoísmo, tratar mal a esposa, pecados ocultos, incredulidade e dúvidas, falta de perdão a quem nos ofende, hipocrisia, vãs repetições, entre outras coisas (Mt 5:23-24; Tg 4:1-3; 1Pe 3:7; Sl 66:18; Pv 28:13; Is 59:1-2; Tg 1:6-7; Mt 6:14-15; Mt 6:5; Mt 6:7-8). Por outro lado, se nossas orações são respondidas, isto não se deve à nossa santidade, mas à graça de Deus mediante Jesus Cristo, que nos habilita a viver de forma agradável a ele (1Jo 3:21-22), e ao fato de que as orações, por esta mesma graça, foram feitas de acordo com a vontade de Deus (1Jo 5:14).

7 – Deus requer fé da parte dos que oram (Hb 3:12; 11:6; Jer 29:12-14; Tg 1:5-8; 5:15). Esta fé é uma simples confiança de que Deus existe, que ele nos aceitou plenamente em Cristo e que é poderoso para nos dar aquilo que pedimos, ou então, nos dar muito mais do que imaginamos (Hb 4:14-16). Orar com fé é trazer diante de Deus nossas necessidades e descansar nele, confiantes que ele responderá de acordo com o que for melhor para nós (1Jo 5:14-15). Orar com fé não significa determinar a Deus que cumpra nossos pedidos, ou decretar, como se a oração tivesse um poder próprio, que estes pedidos aconteçam. Orações não geram realidades espirituais e nem engravidam a história. É Deus quem ouve as orações e é Ele quem decide se vai respondê-las ou não, e isto de acordo com sua vontade e propósito de sempre nos fazer bem.

Se houvesse mais oração verdadeira a Deus por parte dos que professam conhecê-lo mediante Jesus Cristo, quem sabe veríamos aquele avivamento e reforma espirituais que tanto desejamos para nossa pátria?
“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cron 7:14).
Mauro Meister

Postado por Mauro Meister.

 

   

  http://tempora-mores.blogspot.com.br/2016/08/afinal-o-que-e-orar.html

Sobre os autores:
Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.
O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.
O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

QUAL É NOSSA PRIORIDADE?

Reverendo Hernandes Dias Lopez esteve na Coréia do Sul, e visitou algumas das igrejas com as maiores membresias do mundo, com cerca de 70 mil a 110 mil pessoa. E numa conversa com um dos coreanos responsáveis pela recepção dos pastores brasileiros,  argumentou sobre eles orarem de madrugada, dizendo: _"Vocês oram de madrugada porque é um costume oriental?"_ - Ao que lhe respondeu: _"Na verdade, muitos homens levantam de madrugada para ganharem dinheiro, e isso é prioridade para eles, nós levantamos de madrugada para orar, porque Deus é a nossa prioridade!"_

*Nota:* Reparou que numa dessas igrejas, com 55 mil membros,  ocorria diariamente  4(quatro) reuniões de oração, às 4h,  5, 6 e às 7, faça frio, chuva ou calor, eles oravam todos os dias!!

Infelizmente vivemos num tempo, que nem de madrugada, nem de manhã, nem a tarde e nem a noite, a igreja (grande maioria) tem orado, e aí eu respondo com toda a autoridade a razão de termos mais "crentes" fora da igreja (52 %) do que na igreja (48%), segundo as pesquisas mais recentes.

- Porque não oramos? a comunhão com Deus não é  prioridade, e muito menos a pregação de "Todas as Escrituras".

Só Deus pode pela igreja intervir e mudar a tecitura pecaminosa e maligna deste nosso país e mundo, por isso a necessidade urgente de oração por avivamento, e só assim não seremos:

*1* - O (2) segundo país mais viciado em redes sociais;

*2* - O (3) terceiro país mais viciado  em pornografia, e digasse de passagem, as mulheres cada vez mais estão se entregando a esse vício pecaminoso.

*Nota:* Em relação a faturamento com sexo - A China está em primeiro lugar, 27 bilhões por ano.

*3* - O  (4) quarto da America Latina e (8) oitavo no ranking mundial em suícidios, a cada 48 segundos em alguma parte desse nosso planeta, alguém tira sua própria vida.

*4* - O (20) vigésimo em violência - A cada 9 mintutos e 48 segundos  uma pessoa é assassinada(folha de São Paulo- IAB)

Amados, todos os grandes avivamentos, começaram com oração, quer seja de um indivíduo com sede de Deus, ou de um pequeno grupo!

Que o Senhor nos conceda saciarmos a nossa sede pelo Espírito Santo e por sua presença; oremos constantemente por avivamento, que a oração seja a primeira e mais urgente prioridade, pois estamos vivendo tempos sequiosos e somente Deus pode nos saciar e, assim influenciaremos e moveremos de novo esse nosso mundo pós-moderno de cabeça para baixo  pelo poder do evangelho da cruz!!

E ai os frutos virão, ainda maiores que os da Coreia, pois Deus pode realizar mais do que pensamos,  sonhamos e esperamos!

Ora, Àquele que É Poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o Seu Poder que opera em nós, a Ele seja a Glória, na Igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!” (Efésios 3.20-21)

#José Moglia

terça-feira, 7 de junho de 2016

É TEMPO DE ORAR

Ainda ontem no culto da noite em "nossa igreja", OBPC da Freguesia do Ó, o querido amigo e  irmão Benício, que faz  missão em Mocuba, na África, pregou sobre Oração. E me fez lembrar que o Dr. Lloyd Jones em um de seus livros diz que orar é uma das tarefas mais difícieis, pois estamos lidando com o Eterno, o Alto e Sublime, com Deus. Isso confirma exatamente o que foi pregado, isto é, da necessidade de uma postura apropriada da criatura (homem) diante do criador. Portanto, nada de determinismos e reinvidicações, sejam quais forem.

Contudo, orar é uma necessidade urgente, e somente O Espírito Santo, mediante Cristo pode nos capacitar a entrar com ousadia no "Santo dos Santos". Hebreus 10:19
"Sendo assim, irmãos, temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos mediante o sangue de Jesus..."

Segundo o evangelista Lucas (Lucas 18:1") , O senhor  Jesus ensina que também é um "DEVER do verdadeiro cristão. _"Jesus também lhes contou uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca desanimar"_

Resumindo o que foi dito pelo Benício, a oração exige:

1 - Que Glorifiquemos a Deus(tudo deve redundar em maior glória à Deus)

2 - Humildade (depender da graça de Jesus e do poder do Espírito Santo)

3- Verdade (sinceridade de coração, pois somos pequenos e falhos)

4 - Perseverança (não desistir)

5 - Certeza (que Deus é recompensador)

Parafraseando o que disse H. D., Jesus nunca ensinou seus discípulos a pregar, mas ensinou-os a orar. Sem oração a pregação não tem poder. Sem oração não há SINAIS, MARAVILHAS E PRODÍGIOS. Deus escolheu agir poderosamente através da oração. A pregação não pode ser separada da oração. Os apóstolos entenderam isso quando disseram: "Quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da Palavra".  Homens sem oração são homens sem poder para pregar. Sem oração há falta de vida na pregação.

É tempo da igreja orar. É hora de você ser matriculado na escola da oração e aprender com  Jesus! Gosto do que João Wesley disse: _"Precisamos de um Cristo sentido:_ EU DIRIA: Que precisamos de orações sentidas!

Reflita, em Cristo

Fonte:

Pregação Missionário Benício, dia 05/06/2016.
Via Facebook Ipbd H.D. Acesso em 05/06/2016

#José Moglia