O texto abaixo foi extraído do livro Humildade, de J. C. Mahaney, da Editora Fiel
Os olhos de Deus
constituem um tema por toda a Escritura. Veja, por exemplo, as palavras
de 2 Crônicas 16.9: “Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por
toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é
totalmente dele”. Obviamente, Deus não tem olhos físicos; “Deus é
espírito” (João 4.24). Ele não precisa de olhos físicos porque é
onisciente. Nada escapa à sua atenção. Ele está ciente de todas as
coisas.
No entanto, embora
conheça tudo, Ele procura por algo em particular, algo que atue como um
ímã para capturar sua atenção, e O convide a se envolver conosco de
forma ativa. Deus é, decididamente, atraído pela humildade. Uma pessoa
humilde é aquela que atrai a atenção de Deus, e, neste sentido, atrair a
atenção dEle também significa atrair sua graça – sua bondade imerecida.
Pense nisto: há uma coisa que você pode fazer para atrair mais da força
e ajuda graciosa, imerecida e sobrenatural de Deus!
Que promessa! Atente
mais uma vez para esta passagem tão conhecida: “Deus... dá graça aos
humildes” (Tiago 4.6). Ao contrário do que algumas pessoas acreditam,
Deus não auxilia “os que ajudam a si mesmos”, mas os que se humilham.
Essa é a promessa da
humildade. Deus é, pessoal e providencialmente, defensor dos humildes. E
a graça que Ele estende aos humildes é indescritivelmente valiosa.
Jonathan Edwards escreveu: “Os prazeres da humildade são os mais
refinados, íntimos e primorosos deleites no mundo”. O propósito deste
livro é ajudá-lo a receber e experimentar esses excelentes prazeres.
Para mim, o livro de
Jim Collins foi uma lembrança encorajadora de que mesmo num mundo que
celebra os orgulhosos, a humildade ainda é valorizada. Entretanto,
livros como Empresas Feitas Para Vencer têm limitações sérias. Eles são
falhos em nos fazer entender a humildade porque não se baseiam numa
visão de mundo bíblica. Nossa definição de humildade deve ser bíblica, e
não apenas pragmática, e, para ser bíblica, deve começar com Deus. João
Calvino escreveu: “É evidente que o homem nunca atinge um
autoconhecimento verdadeiro sem que antes tenha contemplado a face de
Deus, e após tal contemplação, tenha examinado a si mesmo”.
Neste ponto, a
seguinte definição pode nos ajudar: Humildade é avaliarmos a nós mesmos
honestamente à luz da santidade de Deus e da nossa pecaminosidade.
Esta é a realidade
dupla na qual toda humildade genuína está alicerçada: a santidade de
Deus e a nossa pecaminosidade. Sem uma consciência honesta destas duas
realidades (e refletiremos sobre elas neste livro), toda autoavaliação
será distorcida e falharemos tanto em compreender quanto em praticar a
verdadeira humildade. Deixaremos de experimentar a promessa e os
prazeres que a humildade oferece.
É por isso que quero
orientá-lo a pedir a ajuda de Deus para avaliar sua vida honestamente,
para entender se você está crescendo na humildade que atrai o olhar de
Deus, e mais de sua graça.
Eu tenho humildade?
Alguns anos atrás, nossa igreja – Igreja
Aliança da Vida, em Gaithersburg, Maryland – celebrou seu vigésimo
quinto aniversário. Naquela ocasião, nos reunimos com a finalidade de
nos alegrarmos juntos. Gary Ricucci, um de nossos pastores e um dos
fundadores da igreja, foi à frente a fim de apresentar um resumo de
nossa história. Ele observou que, embora muita coisa houvesse mudado ao
longo daqueles vinte e cinco anos – como a aparência de certos pastores,
incluindo a minha – os valores específicos adotados pela igreja em sua
fundação permaneceram inalterados.
Naquela manhã, Jim, um membro da igreja e
líder de pequenos grupos, ouvia, com atenção, o que Gary dizia. Antes
de freqüentar a Aliança da Vida, ele fazia parte de uma congregação
onde, lamentavelmente, aconteceu uma séria divisão. Conforme ele ouvia a
descrição de Gary sobre os valores duradouros de nossa igreja, seus
pensamentos ocuparam-se em comparar os valores evidentes em sua antiga
igreja com os nossos. “Por que minha experiência foi tão diferente?”,
Jim se perguntava.
Ele ouviu Gary afirmar que, desde o início, a Igreja Aliança da Vida tinha amor pela Palavra de Deus.
Jim disse para si mesmo: sim, nós tínhamos isso.
Gary continuou: “Amávamos Jesus Cristo e éramos gratos pelo seu sacrifício substitutivo na cruz”.
Sim, Jim pensou, nós tínhamos isso também. “Amávamos a graça e a adoração.”
Sim, isso também.
“Acreditávamos na importância dos relacionamentos”, Gary acrescentou.
Mais uma vez, Jim respondeu intimamente: Certo, tínhamos
isso.
Então, Gary disse: “E havia uma forte ênfase na humildade, especialmente entre os líderes”.
E Jim pensou: Não, isso não tínhamos.
Perguntemos a nós
mesmos: no que se refere aos valores segundo os quais vivemos, o que os
outros dirão sobre nós um dia? Eles testificarão que a humildade era uma
característica de nossa vida?
Tantos empreendimentos
humanos, tantos propósitos grandiosos da humanidade têm sido arruinados
devido à falta de humildade dos envolvidos. No capítulo seguinte
observaremos quão perigoso é o orgulho. Mas, nossa motivação para
removê-lo deve ir além do conhecimento das ciladas que ele traz e de
seus perigos. Nossa busca deveria ser conduzida pela maravilhosa
promessa que a humildade nos garante: Deus dá graça aos humildes!
O que você está
edificando com sua vida? Um casamento? Uma família? Um trabalho? Uma
igreja? Uma carreira? Em suas atividades, você tem consciência de que
necessita da graça de Deus para dar a seus esforços valores duradouros?
Você deseja a ajuda e a bênção providenciais de Deus? Então, permitamos
que a promessa de humildade molde nossa vida e nossas escolhas; assim,
nossos filhos e outras pessoas, um dia, olharão para o passado e dirão
de nós: Eles tinham humildade. Tinham o que importa.
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.
http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/1177/Deus_ajuda_aqueles_que

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