Trecho extraído do Pré-lançamento do livro Lado a Lado, de Dave Furman
Como você está se saindo ao cuidar de
amigos que estão sofrendo? O seu relacionamento se parece com o dos
amigos de Jó ou você está fazendo melhor? Você ama as pessoas que Deus
colocou em sua vida? Você está cuidando de uma forma amorosa daqueles
que sofrem? Eu serei o primeiro a confessar que, às vezes, meu coração
fica frio porque eu fico muito absorvido comigo mesmo, com minha própria
agenda, meus compromissos, meu tempo de descanso, com minha lista de
afazeres. Eu. Eu. Eu. Preciso resistir a esse egocentrismo, seguir o
exemplo de Cristo e obedecer ao seu mandamento, em João 15.12-13: “O meu
mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos
amei. Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida
em favor dos seus amigos.”
Alguns versos anteriores
nesse mesmo capítulo, Jesus diz a seus discípulos que eles não são mais
servos, mas amigos. Tim Keller diz que a história do mundo pode ser
descrita no contexto da amizade. O Deus trino (Pai, Filho e Espírito
Santo) existe, desde a eternidade, no contexto da perfeita amizade.
Então, esse mesmo Deus criou os seres humanos à sua imagem para buscarem
ter amizade semelhante uns com os outros. Ainda mais milagrosamente,
Jesus veio à terra para ser nosso amigo. Ele é o melhor amigo que nunca
nos deixará ou nos abandonará. Ele é o amigo que é fiel, mesmo a um
custo imensurável a si mesmo; de forma que você e eu não seremos
destruídos. Jesus foi para a cruz, onde ele perdeu o perfeito
relacionamento com o Pai, para que nós pudéssemos ter relacionamento com
o Deus infinito. Nós não fizemos nada para merecer isso; e ele não
precisa de nós para ser completo. Nosso relacionamento com Deus é
diferente de qualquer outro. O Deus do universo se torna amigo de seus
inimigos.
Ao final de sua vida terrena,
Jesus viu seus melhores amigos o negarem e o traírem no jardim do
Getsêmani. Podemos nos ver claramente nessa história. Todos nos
rebelamos. Todos nós o traímos pelos tesouros deste mundo, mas, ainda
assim, ele é um amigo que nos ama o tempo todo. Um amigo que passou pela
morte mais dolorosa, humilhante e que o separaria de Deus. Ele
enfrentou a pior condição de silêncio - isolado, completamente sozinho,
sem amigos naquele momento em que morreu na cruz - para que você pudesse
ser trazido à comunhão com ele e ser chamado de amigo. Ele é aquele
amigo que, com os braços abertos e perfurados na cruz, estava recebendo
você em sua vida. Quando você tem noção disso, quando essa verdade está
arraigada profundamente em seu coração, ela o liberta para ser amigo
daqueles que podem rejeitar o seu amor e seu cuidado. Se Jesus é seu
amigo, então você pode aceitar a rejeição daqueles que talvez não tenham
nada para lhe dar.
Se eu sei que Jesus me
acolheu em seus braços abertos e que ele me ama, não importa o que eu
faça, eu também posso amar os que sofrem, mesmo se eles me machucarem.
Eu posso ficar ao lado deles, mesmo quando eles não têm nada para me
oferecer. Quando Jesus entra em sua vida, e você experimenta a graça de
Deus, você tem esperança de fazer amizade com os que sofrem. Se você
está sozinho em sua busca de amar aquele que está sofrendo, você pode
ter certeza de que Jesus é o Grande Sumo Sacerdote que pode se
identificar com você. Ninguém já esteve tão solitário quanto Jesus lá na
cruz. Ali ele foi abandonado não só por seus amigos, mas por Deus, o
Pai. Jesus se tornou sem amigos para que pudéssemos ter amizade com
Deus. Ele deseja que sua amizade com ele seja o impulso de sua amizade
com os outros.
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

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