Separação [02/03]
II. Deixe-me tentar mostrar o que não é separação do mundo.
Esse
ponto é um daqueles que necessitam de esclarecimento. Há muitos
equívocos que são cometidos a respeito. Você verá algumas vezes cristãos
sinceros e bem intencionados fazendo coisas que Deus nunca teve em
mente que eles fizessem na questão da separação do mundo, e honestamente
acreditam que estão no caminho devido. Seus equívocos frequentemente
causam um grande mal. Eles dão espaço para os ímpios ridicularizarem a
fé e fornecem a eles um desculpa para não tê-la. Eles fazem com que o
caminho da verdade seja zombado, e acrescentam a ofensa da cruz. Eu vejo
nisso um pleno dever de fazer alguns esclarecimentos sobre o assunto.
Nós nunca podemos nos esquecer que é possível ser sincero, e pensar que
nós estamos “fazendo a obra de Deus”, quando na realidade nós estamos
cometendo um grande erro. Pode existir “zelo sem conhecimento”. Há
algumas coisas sobre as quais é tão importante orar para um
discernimento correto e para um senso cristão comum, como sobre a
separação do mundo.
(a)
Quando Paulo diz, “Saiam e se apartem”, ele não quis dizer que
cristãos devem desistir de todas as suas vocações, comércios, e negócios
seculares. Ele não proibiu os homens de serem soldados, marinheiros,
advogados, médicos, comerciantes, bancários, lojistas, vendedores de
porta em porta. Não há um palavra no Novo Testamento para justificar uma
conduta como esta. Cornélio o centurião, Lucas o médico, Zenas o
advogado, são exemplos do contrário. Ociosidade em si é um pecado. Uma
ocupação legal é um remédio contra a tentação. “Se alguém não quer
trabalhar, também não coma” (2Ts 3:10). Desistir de qualquer atividade
da vida que não seja algo necessariamente pecaminoso, para os ímpios ou
do diabo, ou pelo medo que algum mal venha dele, é uma conduta
preguiçosa e covarde. O plano correto é carregar nossa fé para dentro
das nossas atividades, e não desistir delas sobre um pretexto infundado
de que isso interfere em nossa fé.
(b)
Quando Paulo disse “Saiam e se apartem”, ele não quis dizer que os
cristãos deveriam parar de se relacionar com as pessoas não convertidas,
e se recusar a participar de sua sociedade. Não há uma autorização para
esta conduta no Novo Testamento. Nosso Senhor e seus discípulos não se
recusaram ir a uma festa de casamento, ou a se sentar à mesa de um
fariseu. Paulo não diz “Se alguém dos que não creem convidar você para
uma festa”, você não deve ir, mas apenas nos fala como nos comportar se
formos (1Co 10.27). Aliás, é algo perigoso começar a julgar as pessoas
tão rigorosamente, determinar quem é convertido e quem não é, qual
comunidade é santa e qual é ímpia. Nós com certeza nos enganaremos.
Acima de tudo, tal modo de vida nos tiraria muitas oportunidades de
fazer o bem. E se carregarmos nosso Mestre para onde quer que formos,
quem sabe nós poderemos salvar alguns, sem sofrermos dano?
(c)
Quando Paulo diz “Saiam e sejam separados” ele não quer dizer que os
cristãos não devem ter interesse em qualquer outra coisa na terra que
não seja a religião. Ignorar a ciência, arte, literatura, e política –
não ler nada que não seja diretamente espiritual – não saber nada do que
está acontecendo na humanidade, e nunca ver o jornal – não se importar
com o governo do seu país, e ser totalmente indiferente as pessoas que
definem suas direções e fazem suas lei – tudo isto parece muito certo
apropriado aos olhos de alguns. Mas eu penso que isto é uma negligência
preguiçosa e egoísta do dever. Paulo sabia o valor de um bom governo,
como um dos principais auxílios “para que tenhamos uma vida tranquila e
sossegada, em toda a piedade e honestidade” (1Tm 2:2). Paulo não tinha
vergonha de ler escritores pagãos, e citar suas palavras em seus
discursos e escritos. Paulo não pensava que era algo abaixo dele mostrar
uma familiaridade com as leis, costumes e profissões do mundo nas
ilustrações que ele nos deu. Cristãos que se ufanam em sua ignorância
das coisas seculares são exatamente os que trazem desonra para a
religião. Eu conheço o caso de um ferreiro que não viria para ouvir o
pastor pregar o Evangelho, até que ele descobriu que este conhecia as
propriedades do ferro. Então ele veio.
(d)
Quando Paulo disse “Saiam e se apartem” ele não quis dizer que os
cristãos deveriam ser únicos, excêntricos, e peculiares em suas roupas,
modos, comportamento ou fala. Qualquer coisa que atraia a atenção para
estas questões é na sua maior parte repreensível, e deve ser
cuidadosamente evitada. Usar roupas de uma determinada cor, ou feita com
um determinado estilo, que quando você está acompanhado cada olho está
fixo em você, e você é um objeto de observação geral, é um grande erro.
Isso dá margem para os ímpios ridicularizarem a religião, e parece
pretensioso e artificial. Não há a menor prova que nosso Senhor e Seus
apóstolos, Priscila, Pérside e seus companheiros (Romanos 16:12), não se
vestiam e não se comportavam como os outros de sua própria classe. Por
outro lado, uma das muitas acusações que nosso Senhor fez contra os
Fariseus foi de alargarem seus filactérios e aumentarem as franjas dos
seus mantos, para serem “vistos pelos homens” (Mt 23:5). A santidade e a
beatice verdadeira são coisas inteiramente diferentes. Aqueles que
tentam mostrar sua separação do mundo usando roupas evidentemente feias,
ou falando com voz chorosa e fanhosa, ou simulando uma homogeneidade,
humildade e seriedade anormais, de maneira a perder a sua identidade por
completo, e apenas dar oportunidade para os inimigos do Senhor
blasfemarem.
(e)
Quando Paulo disse “Saiam e se apartem” ele não quis dizer que
cristãos devem se retirar da companhia da humanidade, e se isolar. Este é
um dos erros gritantes da Igreja de Roma que supunha que a santidade
renomada é para ser alcançada por tais práticas. É a triste ilusão de
todo um exército de monges, freiras e eremitas. Uma separação deste tipo
não está de acordo com a intenção de Cristo. Ele diz claramente em Sua
última oração, “Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do
Maligno” (Jo 17:15). Não há uma palavra em Atos ou nas Epístolas que
recomende tal separação. Os verdadeiros cristão são apresentados se
misturando com o mundo, cumprindo seus deveres nele, e glorificando a
Deus através da paciência, gentileza, pureza, e coragem em suas diversas
posições, e não por uma covarde deserção deles. Além disso, é tolice
supor que nós podemos manter o mundo e o diabo fora dos nossos corações
nos enfiando em buracos e cantos. A verdadeira religião e separação do
mundo são melhores vistas não em abandonando timidamente o posto em que
Deus nos colocou, mas em defendendo bravamente nosso posto, e mostrando o
poder da graça para vencer o mal.
(f)
Por último, mas não menos importante, quando Paulo disse, “Saiam e se
apartem” ele não quis dizer que os cristãos devem sair de cada igreja em
que há membros não convertidos, ou se recusar a adorar em companhia de
qualquer um que não seja crente, ou se manter afastado da mesa do Senhor
se algum ímpio também for até ela. Este é um erro bastante comum, mas
um erro bem grave. Não há um texto no Novo Testamento para justificá-lo,
e deve ser condenado como uma pura invenção do homem. Nosso Senhor
Jesus Cristo mesmo deliberadamente permitiu Judas Iscariotes ser um
apóstolo por três anos, e deu a ele a santa ceia. Ele nos ensinou na
parábola do trigo e do joio, que convertidos e não convertidos estarão
juntos até a colheita, e não podem ser separados. Nas cartas para as
sete igrejas, e em todas as cartas de Paulo, nós frequentemente vemos
falhas e corrupções mencionadas e reprovadas, mas nunca somos informados
que isso justifica abandonar a comunidade, ou ignorar as ordenanças. Em
resumo, nós não devemos procurar uma Igreja perfeita, uma congregação
perfeita, e uma perfeita companhia de comungantes até as bodas do
Cordeiro. Se os outros são religiosos indignos, ou participantes
indignos da santa ceia, o pecado é deles e não nosso: nós não somos seus
juízes. Mas nos afastarmos das reuniões da igreja, e nos negar as
ordenanças cristãs, por causa daqueles que as fazem indignamente, é
tomar um posição tola, irracional e antibíblica. Não é a intenção de
Cristo, e certamente não é a ideia de Paulo de separação do mundo.
Eu
recomendo que todos aqueles que desejam entender a questão de separação
do mundo que ponderem calmamente estes seis pontos. Sobre cada um deles
muito mais pode ser dito do que eu tenho espaço neste sermão. Sobre
cada um deles eu tenho visto tantos erros cometidos, e tanta angústia e
infelicidade causada por estes erros, que eu quero colocar os cristão em
guarda. Eu não quero que eles tomem posições apressadamente, no zelo do
primeiro amor, que mais tarde eles serão obrigados a deixá-las.
Eu deixo esta parte do assunto com dois pequenos conselhos, que eu ofereço principalmente para os novos convertidos.
Eu
os aconselho, por um lado, se vocês realmente desejam sair do mundo,
para que lembrem que o caminho mais curto nem sempre é o caminho mais
devido. Brigar com todos os nossos parentes não convertidos, cortar as
antigas amizades, deixar inteiramente de se misturar com a sociedade,
viver uma vida reservada, desistir de cada ato de cortesia e civilidade
para o trabalho direto de Cristo – tudo isto pode parecer muito correto,
e pode satisfazer nossa consciência e nos poupar de problema. Mas eu
arrisco uma dúvida se isso não é um linha de conduta de egoísmo,
preguiça e de auto-satisfação, e se a verdadeira cruz e o cumprimento do
dever for negar a nós mesmo, e adotar uma postura diferente. Eu os
aconselho, por outro lado, se vocês querem sair do mundo, que vigiem
contra um comportamento azedo, rabugento, antipático, melancólico,
desagradável, grosseiro e nunca esqueçam há algo chamado “ganhar sem
palavra” (1Pe 3:1). Que se empenhem em mostrar às pessoas não
convertidas que os seus princípios, o que quer que pensem deles, os
deixam alegres, amigáveis, bem-humorados, altruístas, atenciosos para
com os outros, e prontos para se interessar em tudo que é puro e de boa
fama. Em resumo, não deixe haver separação desnecessária entre nós e
mundo. Em muitas coisas, como mostrarei em breve, nós devemos ser
separados; mas tomemos cuidado com a separação do tipo certo. Se o mundo
é ofendido por tal separação nós não podemos ajudá-lo. Não vamos dar
oportunidade para o mundo dizer que nossa separação é tola, sem sentido,
ridícula, irracional, injusta e antibíblica.
III. Em terceiro lugar eu tentarei mostrar o que a verdadeira separação do mundo realmente é.
Eu
entro neste tópico do meu assunto com uma profunda noção de sua
dificuldade. Que há um linha de conduta que todos os verdadeiros cristão
devem seguir com respeito ao “mundo e as coisas do mundo”, é bem
evidente. Os texto já citados deixam isso claro. A chave para a solução
desta questão está na palavra “separação”. Mas em que separação consiste
não é tão fácil de explicar. Em alguns pontos não é difícil estabelecer
certas regras; em outros é impossível fazer mais do que expor alguns
princípios em geral, e deixar cada um aplicá-los de acordo com seu
momento da vida. Isto é o que me esforçarei para fazer agora.
(a)
Primeiramente e antes de mais nada, aquele que deseja “sair do mundo, e
ser separado”,deve firme e constantemente se recusar a ser guiado pelo
padrão do mundo de certo e errado.
A
regra da maioria é ir junto com a correnteza, fazer como os outros,
seguir a moda, aceitar a opinião comum, e acertar seu relógio pelo
relógio da cidade. O verdadeiro cristão nunca estará feliz com uma regra
como esta. Ele simplesmente perguntará, o que diz a escritura? O que
está escrito na Palavra de Deus? Ele perseverará firmemente que nada do
que Deus diz que é errado pode ser certo, e o que os costumes e a
opinião dos vizinhos nunca podem transformar em trivial o que Deus chama
de sério, ou em puro o que Deus chama de pecado. Ele nunca pensará
levianamente de pecados como beber, praguejar, apostar, mentir, trair,
trapacear, ou na violação do sétimo mandamento, porque eles são comuns, e
muitos dizem: ‘onde está o mal nisso’? Aquele argumento miserável –
“Todo mundo pensa assim, fala assim, faz isso, estará lá”, não vale nada
para ele. É condenado ou aprovado pela Bíblia? Esta é sua única
pergunta. Se ele ficar sozinho na comunidade, na cidade ou congregação,
ele não irá contra a Bíblia. Se ele tiver que sair dentre a multidão, e
tomar um posição sozinho, ele não fugirá disso se for para desobedecer a
Bíblia. Esta é a separação bíblica.
(b) Aquele que deseja “sair do mundo, e ser separado”, deve ter muito cuidado como ele gasta seu tempo livre.
Não
hesito em avisar cada homem que quer viver uma vida cristã para ser
muito cuidadoso em como ele gasta suas noites. A noite é o momento
quando estamos naturalmente prontos para relaxar depois das obrigações
do dia, e de noite é a hora quando o cristão é tentado a colocar sua
armadura de lado, e consequentemente colocar sua alma em problemas.
“Então vem o diabo”, e com o diabo o mundo. A noite é o momento quando o
pobre homem é tentando em ir para um bar, e cair em pecado. A noite é
quando o comerciante frequentemente vai para a pousada-salão, e assenta
por horas ouvindo e vendo o que não é bom para ele. A noite é hora que
as altas classes escolhem para dançar, jogar cartas, e coisas
semelhantes; e consequentemente sempre vão para a cama tarde da noite.
Se amamos nossas almas, e não nos tornaríamos mundanos, vamos nos
importar como passamos nossas noite. Me diga como um homem passa suas
noites, e eu posso genericamente lhe dizer qual é o seu caráter.
O
verdadeiro cristão fará bem em fazer disso uma regra firme, de nunca
desperdiçar suas noites. O que os outros possam fazer, que ele decida
sempre dar tempo para o sossego, uma calma meditação; para leitura da
Bíblia e oração. Esta regra provará ser difícil de se cumprir. Isso pode
trazer sobre ele as acusações de ser antissocial e rigoroso demais. Que
ele não se importe com isto. Qualquer coisa deste tipo é melhor que
ficar até altas horas em grupo, orações rápidas, leitura desleixada da
Bíblia e uma má consicência. Mesmo que ele fique só em sua comunidade ou
na sua cidade, que ele não se aparte de sua regra. Ele se encontrará em
minoria, e será visto como um homem excêntrico. Mas esta é a genuína
separação bíblica.
(c)
Aquele que deseja “sair do mundo, e ser separado”, deve firme e
constantemente decidir não ser engolido ou absorvido pelos assuntos do
mundo.
Um
verdadeiro cristão lutará para cumprir o seu dever em qualquer situação
ou posição que ele se encontre, e o fará bem. Seja um funcionário
público, ou comerciante, ou banqueiro, ou advogado, ou médico, vendedor,
ou fazendeiro, ele tentará fazer o seu trabalho de forma que ninguém
possa achar falha nele. Mas ele não permitirá que isto fique entre ele e
Cristo. Se achar que seu negócio está começando a tirar dele seus
domingos, sua leitura da Bíblia, seu momento de oração, e trazer nuvens
entre ele e o céu, ele dirá, “Afaste-se! Há um limite. Até aqui você
pôde vir, mas não além disso. Eu não posso vender minha alma por um
lugar, fama, ou ouro”. Como Daniel, Ele terá tempo para sua comunhão com
Deus, qualquer que seja o custo. Como Havelock, ele negará a si mesmo
qualquer coisa antes de perder sua leitura bíblica e suas orações. Em
tudo isto ele verá que ele se opõe quase sozinho. Muitos rirão dele, e
dirão a ele que ele vai se dar bem o suficiente sem ser tão rigoroso e
excêntrico. Ele não dará atenção a isto. Ele firmemente manterá
distância do mundo, qualquer que seja a perda ou sacrifício que isso
possa exigir. Ele preferirá escolher ser menos rico e próspero neste
mundo, do que não prosperar com respeito a sua alma. Permanecer sozinho
neste caminho, caminhar na contra mão, exige um imensa auto negação. Mas
esta é a genuína separação bíblica.
(d)
Aquele que deseja “sair do mundo, e ser separado”, deve firmemente se
abster de todos os entretenimentos e recreações que estão
inseparavelmente conectadas com o pecado.
Este
é um assunto difícil de lidar, e é com pesar que eu o abordo. Mas eu
não acredito que eu seria fiel a Cristo, e fiel a minha função de
ministro, se eu não falasse bem claramente sobre isso, considerando tal
assunto como separação do mundo.
Deixe-me,
então, dizer honestamente, que eu não posso entender que qualquer um
que tenha alguma pretensão de uma religião real e cheia de energia,
possa se permitir a corridas e teatros. Consciência, sem dúvida, é uma
coisa estranha, e cada homem deve julgar por si mesmo e usar sua
liberdade. Um homem não vê mal em coisas que outro homem considera com
aversão como mal. Eu posso apenas dar a minha opinião sobre o que é
válido, e suplicar aos meus leitores para considerar seriamente o que eu
digo.
Que
olhar cavalos correndo a toda velocidade é em si perfeitamente
inofensivo, nenhum homem sensato vai negar. Que muita peças, tais como
de Shakespeare, estão entre as mais finas produções do intelecto humano,
é igualmente inegável. Mas tudo isto não é a questão. A questão é se
não estão as corridas de cavalo e teatro na Inglaterra inseparavelmente
ligadas com coisas absolutamente imorais. Eu afirmo sem hesitação que
elas estão ligadas. Eu afirmo que a violação dos mandamentos de Deus
invariavelmente acompanha a corrida e a peça, e que você não pode ir ao
entretenimento sem evitar pecar.
Eu
suplico a todos os que se declaram cristãos que lembrem disto, e
prestem atenção no que eles fazem. Eu os aviso claramente que eles não
tem direito de fechar seus olhos para fatos que toda pessoa inteligente
sabe, pelo simples prazer de ver um corrida de cavalos, ou escutar a
bons atores ou atrizes. Eu os aviso que eles não devem falar de
separação do mundo, se eles emprestam seus consentimentos para
entretenimentos que estão sempre ligados a jogo, aposta, bebedeira, e
fornicação. Estas são coisas que Deus julgará. O fim destas coisas é
morte.
Palavras
duras estas, sem dúvida! Mas elas não verdadeiras? Pode parecer aos
seus parentes e amigos muito puritano, rigoroso e restrito, se disser a
eles que não pode ir a corridas ou ao teatro com eles. Mas nós devemos
voltar aos princípios. O mundo é ou não um perigo para a alma? Nos
separamos ou não do mundo? Estas são questões que só podem ser
respondida de uma única maneira.
Se
nós amamos nossas almas nós não devemos ter nada a ver com
entretenimentos que estão ligados ao pecado. Nada a menos do que isto
pode ser chamada de genuína separação bíblica do mundo.
(e) Aqueles que desejam “sair do mundo, e ser separados”, devem ser moderados na prática de recreações legais e inocentes.
Nenhum
cristão sensato jamais pensará em condenar todas as recreações. Em um
mundo de desgaste como o que vivemos, ocasionalmente relaxar e descansar
é bom. Para o corpo e para a mente é necessário um tempo de atividades
mais suaves, e oportunidades de se regozijar, especialmente quando se é
jovem. Exercício em si é uma necessidade positiva para preservação da
saúde física e mental. Eu não vejo mal em críquete, remo, corrida, e
outras recreações atlética vigorosas. Eu não acho culpa naqueles que
jogam xadrez e jogos similares de inteligência. Nós somos todos feitos
de forma assombrosa e maravilhosamente. Não me admira o poeta dizer –
“Estranho que uma harpa com mil cordas
Mantêm-se em harmonia por tanto tempo”
_________________________
Por J. C. Ryle
Fonte: Projeto Ryle
Nenhum comentário:
Postar um comentário