Mez McConnell 26 de Abril de 2016 - Evangelização
O Ministério da Reconciliação
A Reconciliação é necessária porque a relação deles com Deus está quebrada
Revisão: Yago Martins
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.
“Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo
mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a
saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não
imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da
reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como
se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos
que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, ele o
fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2
Coríntios 5: 18-21)
Jesus está no negócio da reconciliação. Logo, a igreja
deve, da mesma forma, estar no negócio da reconciliação. Nossa
preocupação principal na periferia é ver pessoas reconciliadas com Deus.
Isto está acima de todas as outras considerações ou necessidades
(percebidas ou não). Sim, nós desejamos ver as pessoas conseguirem
empregos, pagarem suas contas, endireitarem suas vidas, libertarem-se
dos vícios (de todas as idolatrias na verdade) e uma multiplicidade de
outras questões. Mas nós queremos proclamar as boas notícias do
Evangelho de Jesus Cristo e ver as pessoas responderem com
arrependimento e fé para o perdão dos seus pecados. Esqueça
revitalização comunitária se primeiro não há reconciliação entre homens e
mulheres pecadores e um Deus santo, justo, amoroso e irado.
Nós da 20schemes, obviamente, queremos desenvolver
programas e projetos que sirvam a comunidade local e busquem melhorá-la
para benefício de todos, seja ajudando com adolescentes nas ruas,
ajudando nas comissões regionais, desenvolver programas de alcance da
comunidade e uma série de outras coisas. Mas nós temos a certeza de que
se não formos direcionados pela profunda necessidade de ver pessoas
reconciliadas com Deus primeiro e acima de tudo, então vamos rapidamente
perder o foco. As periferias estão cheias de gente quebrada. Derrubadas
pela vida. Abatidas por uma falta de oportunidades. Abatidas pelo
preconceito. Abatidas pela sua própria pecaminosidade inerente e sua
preguiça. Abatidas por escolhas ruins. Mas nós sabemos que elas estão
abatidas porque na raiz seu relacionamento com Deus está quebrado. Este
pode não ser o problema mais evidente, mas se falharmos em apontar o
evangelho para eles, então, eles nunca vão encontrar uma solução real e
eficaz para todo o resto.
A Reconciliação é necessária porque a relação deles uns com os outros está quebrada
Brigas são comuns em algumas famílias em muitas periferias
e têm sido assim por gerações. A reconciliação é necessária entre as
pessoas em nível local. As igrejas podem ser modelo desta reconciliação
ao ter pessoas diferentes e de classes sociais diferentes trabalhando
juntas, guiadas pelo evangelho para o bem comum. Uma das perguntas mais
comunsque me fazem sobre trabalhar na periferia é: “Você acha que uma
pessoa de classe média pode fazer o que você faz aqui?”. Claro que a
resposta é: “Sim e não”. Qualquer pessoa pode fazer o que eu faço aqui:
amar as pessoas, tratá-las como iguais, buscar o bem delas, proclamar
Cristo para eles e compartilhar a vida com eles. Não, em termos da
conexão cultural natural e habilidade evangelística instintiva de
contextualizar quando necessário.
O ponto é que não queremos uma igreja composta apenas de
gente que faça como eu mais do que não queremos uma igreja composta
apenas de pessoas da classe média. Nós queremos uma mistura, não
queremos? Nós queremos que a igreja seja reflexo da cultura que nos
rodeia. A periferia de Niddrie, por exemplo, não é só composta por
parasitas e viciados em drogas. Existem também jovens profissionais e
trabalhadores que desesperadamente precisam de Cristo. Ambos os lados
desmerecem e suspeitam um do outro. A igreja local tem a chance de
pintar um cenário contracultural por meio de sua vida e ministério
juntos na comunidade. Devemos continuar trabalhando duro para que
cultura da igreja seja modelo do que unidade e reconciliação são. Por
exemplo, um “chá de mulheres” é um conceito estranho em Niddrie. É uma
expressão de comunhão de classe média. Nós tivemos um aqui recentemente.
O ponto chave foi que Miriam, minha esposa, certificou-se de convidar
mulheres que nem sabiam o que isso significava. Então, dois grupos que
normalmente não se misturariam se misturaram (em um nível pequeno). A
questão agora é ver como ser recíproco para que a comunhão não seja
dirigida por um grupo cultural em particular e que possa haver
equilíbrio e reconhecimento de que uma maneira de expressar comunhão não
é superior à outra. Em um nível micro, na comunidade, este é um retrato
da reconciliação entre as pessoas (quer elas percebam ou não).
O alvo da reconciliação na comunidade neste nível é
quebrar as barreiras da suspeita. Eu já perdi a conta do número de vezes
que alguém da comunidade disse a respeito de outro na igreja o
seguinte: “Na verdade ele/ela é legal. Eu achei que eles seriam uns
&%)@¨#&$ metidos, mas eles são legais”. Ou, de forma recíproca:
“Eu pensei que não saberia o que dizer a tal pessoa, mas ele/ela é na
verdade muito esperto e faz perguntas inteligentes”. Por que a mudança
de conceito? Porque os indivíduos atravessaram a barreira cultural e se
engajaram em uma atividade fora da sua norma. Este tipo de comportamento
conciliatório, então, se deve ter efeito duradouro, precisa ser uma via
de mão dupla. Existe um enorme poder na reconciliação trazida a nós por
meio do evangelho de Jesus Cristo. O testemunho de uma vida
transformada após a devastação do pecado é uma ferramenta poderosa. Este
poder é amplificado no nível comunitário à medida que eles veem
reconciliação e barreiras derrubadas através da vida comunitária da
igreja, juntamente com outras áreas do ministério. Claro que este é um
grande tópico com muito a ser dito.
Em resumo, um dos pontos mais importantes no ministério do
evangelho na periferia é se lembrar de sempre exaltar a reconciliação
suprema ao proclamar a Palavra e ser modelo da mesma em nível micro nos
relacionamentos com as pessoas. Nós somos embaixadores de Cristo, não de
nossa classe social ou cultura. Estamos destacando a verdade e
trabalhando juntos para mostrar com que isto se parece enquanto
respeitamos nossas distinções na comunidade cristã e consideramos outros
melhores do que nós.
Bio do autor: Mez McConnell é o pastor principal da Igreja
Niddrie Community (em Edimburgo, Escócia) e o fundador e Diretor
Ministerial de 20schemes. Ele tem estado envolvido no ministério
pastoral em tempo integral, tanto plantando quanto revitalizando igrejas
desde 1999.
Tradução: Fabio LucianoRevisão: Yago Martins
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.
20schcmes existe para edificar igrejas saudáveis centradas no evangelho para as comunidades mais pobres da Escócia.
Nosso desejo de longo prazo..
http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/899/Avancando_a_Causa_do_Evangelho_na_Periferia_2_8

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